quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Odé Dana-Dana


E Oyá Bagan
Diz uma lenda que Oyá Bagan foi encarregada de ir em cada tribo ao redor de Oyá e aprender o segredo do Orisá líder para trazer a Sangò, pois o rei sabia que isso ajudaria ele a dominar outros povos, porém em uma dessas caçadas por poder, Bagan se viu cercada, pois fora descoberta, já noite, ela foi resgatada por Odé e a partir daquele momento, tudo que um ganhava dividia com o outro.
Ele recebe o nome de Dana-Dana
Por ser muito esperto, Odé buscava outros jeitos de caçar, pois a cada dia a fome de sua família crescia, então ele cria uma armadilha, vendo que teve vitória, cria outras diversas. Porém isso não agradou os outros caçadores, que ao persegui uma presa, ela sempre era pega primeiro pelas arapucas, então eles começam a chamá-lo de Dana-Dana, ou seja, ladrão, ainda hoje é usado esse termo em algumas tribos para chamar o outro de bandido. 

Dana-dana e Iyèwá
O caçador era conhecido por ser destemido e corajoso, porém ele guardava um segredo, mesmo tendo que caçar, ele sofria com a morte dos animais, pois sempre se batiam na hora que eram abatidos e isso causava angustia. Certo dia, ele ao perseguir um ave negra próximo a uma lagoa, viu ela se transformar em uma linda moça, era Iyèwá e como todos sabiam que não havia outro Orisá que era mais fiel ao segredo e ao mistério, ele decidiu dividir o que lhe pertubava, foi então que ela deu a ele uma poção que funcionava como tranquilizante, sendo assim, a caça não iria mais sofrer. Em agradecimento ele a prometeu nunca contar a ninguém que ela usava a forma de pássaro para vigiar aqueles que traiam seus juramentos.

Odé Erinle (Ibúalama e Inlé)

O caçador de elefantes, tem seu culto quase que separado dos demais Odé, isso pois Erinle não é apenas um caçador, mas também é ligado a botânica e a medicina. 
São três os momentos que cultuamos, sendo Inlé, ligado a Osún que deu a luz a Ologúnèdé. Ibúalama, quando tem caminhos com Iyèmonjá, união que resultou os gêmeos, Osún Karè e Odé Karelè e Erinle, que tem forte ligação a Iyá Otín. 
Diz uma lenda, que Erinle era famoso por sua beleza e esperteza, porém após viver com Iyemanjá, firmou um acordo de manter segredo sobre o que havia visto em sua casa, mas ele não cumpriu a promessa e ela cortou sua língua, desesperado ele vai até o fundo da rio buscar ajuda de Osún Ijimú e Osún Ominibú que devolvem lhe a voz, porém ele teria que ser coberto pela sabedoria, sem entender ele aceita, mas ao sair do rio e ver seu reflexo, ele havia se tornado velho e entendera que a sabedoria que tanto buscava estava no tempo que ele tanto havia desprezado, foi então que recebeu o nome de Ibúalama, sábio das águas profundas.

Odé Igbò

Irmão de Ogún e Esú, Igbò é filho de Iyá Ogunté e Ogún Alagbedé, o ferreiro. Teria se perdido nos encantos de Osaiyn e após sua mãe o chamar três vezes para que voltasse para casa sem sucesso, ela teria o dado como morto, mas Esú e Ogún não desistiram do irmão e seguiram em uma longa jornada atrás de Igbò, Iyá Ogunté, triste e preocupada com a direção de seus filhos, se transformou em um rio, para que eles, durante a estrada pudesse matar a sede, a esse rio foi dado o nome de Ogún. 
Odé Igbò mais tarde foi morar com Osún Okè, conta a lenda que por amor a ela, ele caçou em um dia proibido, caindo em sono profundo, para que o amado voltasse a vida, Okè firmou um acordo com as Iyás (Mães Ancestrais), que se ele voltasse a vida, ela iria abdicar do amor de Igbò e morar isolada na montanha. Após voltar a vida, a Igbò foi dado a tarefa de proteger a fauna e não permitir que houvesse caça sem a real necessidade.

Odé Karèlè (Odé Karê)

Filho de Odé Ibúalama e Iyèmonjá Asesú. Ligado ao rio como o pai, ele e sua irmã, Osún Karè, travaram uma grande disputa para saber quem era o preferido de seus pais que será narrada abaixo.
Ibúalama forjou um Ofá (arco e flecha) e Asesú preparou uma Abebé (Espelho de mão, símbolo também de fecundidade) com o poder de controlar os peixes, ambos os filhos receberão os miraculosos objetos e seguirão juntos na tarefa de encontrar Iyá Apaoká, a jaqueira, pois foi lhe dito por Orumilá que lá encontrariam a resposta que procuravam, porém deveriam fazer o caminho sem usar atalhos. 
Durante a viagem terrestre, ainda dia, Odé Karelè habilmente caçava e matava sua fome , porém Osún Karè não conhecia a arte da caça e ficava com fome, já no trecho de rio quando a noite se fazia presente, ela sabia como manusear a Abebé e matava sua fome de peixe, já o irmão não conseguia, atirava suas fechas e nada. Quando chegaram até a grande Jaqueira, eles fizeram a tão difícil pergunta e ela respondeu que eles já tinham a resposta, pois durante o caminho um sempre ficou sem comer, mesmo o outro tendo fartura, por isso, a partir daquele momento, eles iriam caminhar juntos, afinal, seriam mais fortes e teriam o orgulho de seus pais e levariam prosperidade a sua terra.

Odé Onisèwè

Ligado a Osaiyn, teria sido encantado por Onilé, a mãe terra, que se impressionada por sua beleza, criou a primeira gruta e fez dela surgir água doce e límpida, porém ele precisa ensinar os homens a arte da caça, tendo que deixa-la só. 
Dizem os antigos, que usa rosa, pelo mesmo motivo de Oyá Onira, era um caçador feroz e lavado de sangue encontrou Obatalá que soprou sobre ele o pó branco, efún para acalmá-lo e por isso, tudo seu tem a cor branca, azul claro e rosa. 
Conhecido em alguns asés, como o caçador de borboletas. Onisèwè aprendeu com seu pai, Babá Dankò, a caçar as bruxas que tentavam perturbar a ordem na aldeia, onde prendiam-as no bambu fino e amarrado com um laço branco, feito por Iyèmonjá Sabá.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

10 Formas de chamar a atenção do seu Babalorixá

1 - Chegue mais cedo durante as funções e quando o Babá entrar no barracão, você já está com seu banho tomando e sua roupa branca.
2 - Esteja sempre atento as necessidades da casa do Orisá, não pode ajudar com dinheiro, não tem problema, ajudando a economizar, a organizar e evitando desperdiço, você já colaborando em muito.
3 - Viu uma rodinha falando mau de um irmão, saia de perto ou se posicione, dizendo que não é bom para o axé, um falar do outro.
4 - Atenda com atenção e carinho todos aqueles que chegam na roça. Seja um facilitador, não coloque pedras no caminho de ninguém.
5 - Agradeça, devemos lembrar que seja emprestar um pano de cabeça ou colaborando com um quilo de grão das nossas obrigações, cada gesto de fraternidade deve receber no mínimo um "muito obrigado".
6 - Ouça, fale menos e a cada ensinamento que receber, peça a benção, além de fazer parte do humbè ainda mostra que você está aberto a aprender.
7 - Se não conseguir lembrar de tudo que deve levar a casa de asé, faça um check list, não esqueça uma roupa extra, seus fios de conta e produtos de higiene pessoal.
8 - Pegou algo de alguém emprestado, por favor, devolva como recebeu, nada de dar “perdido”, seja responsável com aquilo que é ou não seu.
9 - No mínimo, uma vez por mês você deve ir a casa de asé, colocar a cabeça para seu Orisá, dar osé, se dedicar a função do irmão, não custa nada, o mês tem 30 dias, se dedicar 10% representa apenas 3 dias por mês.
10 - Errou? Não tem problema, sente com seu babalorisá e abra seu coração, busque ser melhor, o mesmo se for magoado ou se sentir injustiçado, haja como um léssè Orisá, tenha respeito sempre, mas diálogo e ouvir a outra parte sempre é o melhor remédio.
Se você estava fazendo tudo ao contrário do que escrevi acima, pode estar aí o grande motivo de você não ter a atenção do seu Babá ou Iyà. Já se você é um exemplo, busca sempre estar presente e veste a camisa e mesmo assim ninguém te ensina nada ou te dar atenção, use a lição 10 antes de tomar qualquer decisão.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Oyá & Ibeji - 2016


No dia 29 de outubro de 2016, comemoramos as festividades de Oyá e Ibeji, confira abaixo as fotos dos melhores momentos.
- Realização: Ilè Asé Egbé L'ajò
- Idealizador: Babá Diego de Odé -
https://www.facebook.com/baba.d.ode/?fref=ts
- Organização: Iyá Egbé Mayra e Babá Rô de Osálá
- Fotos: Pontes Érica Catarina
- Lembranças: Cheiros e Mimos
- Roupas: Crioula Fashion - Moda Afro, Sofia Magia, William Roupas de Axé e Ogan Tadeu.
- Aparamentas: Márcio Paramentas de Orixás, Alemão Paramentas,
Rei dos Orixás (Lapa).
- Materiais de Axé: Sandro Ty Airá (Tudo para Orixá) e Rei dos Orixás (Lapa - SP).
- Doces: Váleria de Logun. 
- Nosso blog: terradosorixas.blogspot.com.br
- Fanpage: Babá Diego de Odé
Em nome da Família Egbé L'ajò, agradecemos todos os amigos e seguidores das nossas redes sociais, que estiveram presentes, prestigiando a celebração de Oyá e Ibeji.
Endereço do asé: Rua José Rodrigues do Nascimento, 97 - Jardim Dona Elvira, Itapevi - SP.
Telefone: (11) 4141-0167









terça-feira, 25 de outubro de 2016

O Poder de Um Iniciado

Quando somos escolhidos pelos Orisás e Ancestrais para carregar o asé e o nome de uma família, devemos lembrar que temos uma aliança com a natureza e partir desse momento, não haverão apenas direitos, mas também deveres com tudo aquilo que é filho da terra, inclusive o próximo.
O poder de um iniciado está na sua capacidade de criar uma relação de harmonia com o meio, de passar o que lhe foi ensinado, de compreender que se é de uma religião onde o inimigo sempre foi o preconceito e a ignorância, e por esse motivo que um omo-Orisá não pode ter a cabeça fechada, não deve se apegar a guerras bestas, pois se é “feito” para ser melhor e não para competir com ninguém.
As tantas lições que se aprende na religião dos Orisás, só terá sentido se você levar o saber para sua vida e transforma-lo em conhecimento. E lembre-se, não adianta vestir branco na sexta-feira, se você ao menos diz um “bom dia” para seu colega de trabalho, não adianta você não comer carne de porco, mas intoxicar seu corpo com álcool aos finais de semana, não adianta você falar baixo dentro da casa de asé, se na sua casa já chega gritando e sendo mau educado com sua família. 
Aprenda Candomblé, reveja suas ações, crie novos hábitos e sinta o poder do equilíbrio, tenho certeza que sua vida vai mudar.
Com carinho, 
Babá Diego de Odé

domingo, 23 de outubro de 2016

Qualidades de Osún



- Osún Iberín (Merín): Senhora da água que infiltra as rochas e forma as fontes. Ela caminha com Iyèwá. Iberín.  É dona da água que envolve o bebê durante a gestação e também é mãe do pássaro Odide. São raros os seus filhos que entram em transe. 
- Osún Ipondá: Mãe de Ologunèdé, teve seu coração caçado por Sangò Aganjú, que a prendera e para fugir do seu amor possessivo, tomou forma de uma linda pomba branca. Mais tarde, pelo seu poder de estratégia, Ipondá seguiu para guerra com Osaguian. 
- Osún Opàrá: Guerreira, é mãe da água que cruza e divide as estradas. Companheira de Oyá. Opàrá lutou ao lado de Ogún e Osún Ipondá, onde venceu muitas guerras, suas itán (lendas), sempre nos mostra uma mulher forte e decidida, porém que lutava para estabelecer seu lugar não como menor, mas sempre como igual ao poder masculino. 
- Osún Ijimú: Dona da lama do fundo dos rios e lagoas, senhora da sabedoria. Travou uma guerra com Ibúalama pelo domínio do rio, onde após uma longa batalha, um se torna o lado masculino e o outro o lado feminino. Por ser protetora o povo de Nàná, foi dado a ela o poder de encantar o okutá (pedra de poder) e lama para o culto a Osùmárè, Osayn e Omolu. 
- Osún Ominibú: Com sua irmã Ijimú, vive no fundo (Ibú) do rio, porém é dona das águas geladas. É ligada aos orisás funfuns e durante a passagem de “Osalá e as Águas”, ela teria lavado as roupas de Obatalá, após serem sujas por Esú.
- Osún Ayalá: Foi ela quem junto a Iyá Sabá, teceu o alá (pano branco) para proteger Osalá e pelo seu ato, Airá também a protege. Dona da cabaça, Ayalá tem forte ligação com as Iyámí Ajé e com os atos iniciatórios. São poucos seus iniciados. 
- Osún Karè: Filha de Erinlé e irmã gêmea de Odé Karèlè. Karè é ligada a caça e a pesca, mãe provedora e conhecedora da botânica e magia. Teria saído da casa de Asesú para resgatar o amor de seu pai e mais tarde junto a Erinlé e Ologúnèdé, ajudava a dividir a carne o peixe igualmente para a tribo. Carrega a abebè e também o Ofá. 
- Osún Okè: Senhora da montanha. Vive com as Iyámì Ajé, foi companheira de Odé Igbò. Okè vive na noite, é água que durante a lua cheia fica cintilante. Misteriosa, seu culto é ligado também a Ogún, Osaguian e suas irmãs, Opàrá e Ipondá.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Bom Senso

Nossos ancestrais lutaram muito para preservar a memória ancestral, as tradições e religiosidade, mesmo com o sincretismo e a divisão entre nações, permaneceram unidos e orgulhosos do que carregavam, com o tempo as casa de asé foram se dividindo, questões pessoais foram colocadas acima do Orisá, em alguns casos isso foi necessário, já em outros a vaidade se fez tão presente que acabou cegando os dirigentes e hoje muitas dessas casas nem existem mais.
Com isso, aprendemos que bom senso vem antes de qualquer passo, precisamos pensar para falar e o reflexo que isso terá dentro e fora da família de asé, essa é uma lição importante para o omo-Orisá, pois como eu costumo falar, para sermos bons filhos de santo, precisamos antes sermos boas pessoas.
Que Odé ilumine a cada um de vocês e que o Ori nos permita aprender com os tapas, para que eles não comecem virar murros e posteriormente o silêncio, pois é assim que o universo responde aqueles que insistem nos mesmos erros.
Com carinho,
Babá Diego de Odé
(11) 4141-0167
terradosorixas@hotmail.com

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Cumprimentar a Casa de Asé

Os filhos de santo quando chegam a casa do Orisá, seguem para o banho (Omi eró) e logo em seguida vão “cumprimentar” os asés e por que fazem isso?
Acreditamos em energia e quando chegamos em casa tanto na espiritual quanto material, precisamos “esfriar” o corpo, para não transferirmos a energia da rua para dentro de onde vamos recarregar as energias. 
Saudamos a porta e a casa de Esú, agradecendo por guardar nossa casa e cada individuo que entra e sai dela,
Saudamos Ogún por ser nosso protetor na estrada,
Saudamos o Asé para fortalecer os nossos votos de fidelidade e compromisso,
Saudamos os Atabaques (ilú), pois são eles quem acordam a nossa ancestralidade,
Saudamos a Cadeira do Orisá da casa, agradecendo por seu asé e por ter permitido o resgate dos nossos laços espirituais,  
E saudamos a casa (ilè) ou o quarto (yara) onde está nosso assentamento (igbá), afinal, ele é o instrumento de comunicação entre o aiyè (terra) e o orún (ceú).

A partir daí iremos colocar cabeça (foríkan), aos cargos e seguir para as nossas funções.
Notamos que as palavras que guiam a nossa religião é gratidão, respeito e disciplina, e quando me perguntam sobre o “orgulho de ser do Candomblé”, eu respondo, primeiro devemos ter compromisso, depois nos orgulhar, pois um sem o outro, não é nada, apenas palavras.
Uma excelente semana,
Babá Diego de Odé
(11) 4141-0167

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Gratidão



Sou grato a tudo que Olorún e Odé me deram, pelas provações, pelos obstáculos, pois cada um serviu para me preparar para a vida de sacerdócio, pois nem sempre foram flores, confiei em quem não devia, já dei murros em ponta de faca, já briguei, já voltei atrás, enfim, cada situação me formou como ser humano e hoje, olho o passado e só vejo alegrias.
Agradeço também o povo de asé, que já me acompanha há dez anos pelas redes sociais, me viu crescer, aprender, amadurecer.
Meu muito obrigado, de todo coração, que Odé ilumine o caminho de cada um de vocês e que venham mais dez, vinte, cinquenta anos, pois tudo se transformou, só a minha fé, que se manteve intacta e fortalecida. 
Gratidão, Fé e Sabedoria são as únicas coisas que o mundo não pode tirar de você!

domingo, 4 de setembro de 2016

Oyá e Seus Caminhos

(Por Babá Diego de Odé)

- Mensan: Ligada às tempestades e as mudanças de estação. Foi ela quem se opôs a Ogún quando ele queria invadir as terras de Nánà. Diz a itàn (lenda) que ele a dividiu em nove (Mensã = Dividida em nove), e ela teria dividido ele em dois, Ogún Mèjí (Dividido), dando origem a ambos cultos, por essa ração carrega nove adaga (espadas).


- Tópé: Mãe do fogo, aquela que acompanha Esú e Sangò. É ela a terra que envolve o Odú Ará (pedra do raio). Feiticeira, buscava sempre receitas para ajudar a humanidade a evoluir. Uma das mais importantes presenças no agèrè (Ritual do fogo). É comparada em seus mitos a cobra mamba-negra, o que nos indica o cuidado com que os ancestrais tratavam desse caminho.


- Onira: Ligada a ancestralidade feminina e a água. Mora onde o vento da curva e passa pelo rio . Seria filha rejeitada de Osún Òpárá e Ogún Wárìn, que foi posteriormente resgatada e cuidada por seus pais, porém antes disso passou por várias provas, até que se uniu com sua mãe e como boa artesã, confeccionou o Edan Opará, as agulhas. Forjou em cobre a primeira Eréké (máscara) usada no culto a Iyámín. (Por Babá Diego de Odé)



- Igbálè: Mãe dos ancestrais, é o momento onde Oyá dá luz a Egungún, seu último filho. Usa branco por respeito aos ancestrais e também é chamada de Oyá Furé ligada a Omolu e Iyèmonjá, é aquela que apazigua a consciência na morte ou Oyá Fònán, ligada a Ogún, é aquela que acompanha as almas até a sepultura.


- Ologúnerè: Momento onde Oyá é feiticeira e caçadora, ligada a Ibeji e Ologúnèdé. Foi ela quem colheu o primeiro galho de Iroko que caiu e esculpiu o primeiro Ère (estátua de madeira feita a imagem do Orisá). Durante a guerra de Osún e Òbà, teria escondido Ologúnèdé e de presente recebeu um Ofá miraculoso de Odé Erinlè.


 - Bágan: Senhora da noite, foi cega pelo braseiro enquanto tentava roubar o fogo de Esú para levar a Sangò. Mora na mata escura e guia os espíritos dos encantados, dividindo o mundo dos mortos com Igbálè, ou seja, aqueles que não recebem honras após a passagem, são cuidas por ela. Tem profunda ligação com Odé Danadana, ela teria coberto ele de penas de gavião para esconde-lo dos inimigo. Usa marrom, branco e cada búzio em sua roupa representa um ancestral.  


- Petù: Ela divide o clarão do céu com Ayrá. Senhora da botânica e companheira de Osayn. Teria aprendido com Iyá Ijimú e Iyá Ominibú o mistério da lama primordial. Junto com Ayrá venceu muitas guerras. Carrega a Dojé (facão) para guerra e para colher ervas e raízes. (Por Babá Diego de Odé)


- Akodun: Oyá que seria a versão mais velha de Onira, teria ajudado Osogiyon a entrar no mundo dos ancestrais e a ele deu o àtorí, por esse motivo usa branco e rosa bem claro. É dela o vento que sopra nas plantações e ajuda a fertilizar a terra. Tem ligação com Orisá Okò.


- Iyá Ègbé ou (Iyá Mensan Orún): Mãe dos abikú (crianças que nascem para morrer), são raras as suas iniciadas. É dela o caruru, comida que fez com os retos de Sangò para alimentar os Ibeji. Representa a mãe que amamenta o recém-nascido no orún (céu). Nessa itán não aparece como dividida em nove como Mensan, mas que se dividiu, ou seja, deu a luz a nove filhos.

Com muito carinho,
Babá Diego de Odé 

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Olubajé -2016

No dia 27 de Agosto, foi realizado o Olubajé no Ilè Asé Egbé L'ajò, confira abaixo as fotos dos melhores momentos.
- Realização: Ilè Asé Egbé L'ajò
- Idealizador: Babá Diego de Odé -
https://www.facebook.com/baba.d.ode/?fref=ts
- Organização: Iyá Egbé Mayra e Babá Rô de Osálá
- Fotos: Pontes Érica Catarina
- Lembranças: Cheiros e Mimos
- Roupas: Crioula Fashion - Moda Afro, Sofia Magia, William Roupas de Axé e Ogan Tadeu.
- Aparamentas: Márcio Paramentas de Orixás, Alemão Paramentas,
Rei dos Orixás (Lapa).
- Materiais de Axé: Sandro Ty Airá (Tudo para Orixá) e Rei dos Orixás (Lapa - SP).
- Doces: Nara Alves
- Nosso blog: terradosorixas.blogspot.com.br
- Fanpage: Babá Diego de Odé
Em nome da Família Egbé L'ajò, agradecemos todos os amigos e seguidores das nossas redes sociais, que estiveram presentes, prestigiando a celebração do Olubajé.








quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Candomblé de Xangô - 2016

No dia 31 de Julho, foi realizado o Candomblé de Xangô no Ilè Asé Egbé L'ajò, confira abaixo as fotos dos melhores momentos.

- Realização: Ilè Asé Egbé L'ajò

- Idealizador: Babá Diego de Odé -

- Organização: Iyá Egbé Mayra e Babá Rô de Osálá

- Fotos: Pontes Érica Catarina

- Lembranças: Cheiros e Mimos

- Roupas: Crioula Fashion - Moda Afro, Sofia Magia, William Roupas de Axé e Ogan Tadeu.

- Aparamentas: Márcio Paramentas de Orixás, Alemão Paramentas,
Rei dos Orixás (Lapa).

- Materiais de Axé: Sandro Ty Airá (Tudo para Orixá) e Rei dos Orixás (Lapa - SP).

- Doces: Nara Alves

- Nosso blog: terradosorixas.blogspot.com.br

- Fanpage: Babá Diego de Odé

Em nome da Família Egbé L'ajò, agradecemos todos os amigos e seguidores das nossas redes sociais, que estiveram presentes, prestigiando pai Xangô e nosso asé.







terça-feira, 26 de julho de 2016

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Semana & Energia
Babá Diego de Odé
Essa é uma semana que começa sobre a influência de Osún e Oyá, o que vai deixar a emoção a flor da pele, bom momento para fazer uma limpeza energética, seja um ebó ou até mesmo aquela faxina em casa, jogar fora coisas velhas ou que você não usa mais. Na quinta-feira, Oyá entrega a semana para Osaguian, será o momento de reflexão e de análise profunda, principalmente de questões familiares. 
Para prosperidade, bom momento para buscar novas oportunidades, a semana favorece boas reuniões, lembrando que a energia estará “oito ou oitenta”, por isso, tenha bons argumentos na hora de defender seu ponto de vista.
Já no lado amoroso, as relações aquecem, mas temos que ter muita atenção aos detalhes, muitas palavras que não venham acompanhadas de ações, podem prejudicar a vida a dois.
Será uma semana que a Fé fará toda a diferença na hora de tomar decisões difíceis. 
- Banho de Energização:
Horário: Antes das 11h00.
Dia Indicado: De terça-feira a quinta-feira.
Duas horas antes de tomar o banho, misture em uma bacia branca, 2L de água mineral, pétalas de uma rosa branca, uma rosa amarela e rosa. Acrescente uma colher rasa de açúcar mascavo, 5 gotas de essência de alfazema e 200ml de água de coco. Esfregue os ingredientes levemente, pedindo a Osún bons caminhos, direção e harmonia. Deixe descansar e tome o banho sem lavar o topo da cabeça. 
Muito asé!