domingo, 21 de maio de 2017


Um fato sobre Candomblé é que o Orisá estará sempre do seu lado, ele NUNCA será a causa dos seus problemas e principalmente daquilo que você é permissivo, por isso, enfrente a vida e as consequências dela! E pare de dizer que, vai desistir... que o Orisá não te ajuda... que seu asé não faz diferença na sua vida... Foque nos seus objetivos, construa uma fé inabalável e valorize tudo aquilo que Olorun te deu.

Carla de Iyèmonjá – Primeiro Ano de Iniciada


Eu acredito que somos parte de um processo maior, que assim como a natureza, está o tempo todo reconstituindo tudo aquilo que o tempo e o ser humano destruiu, e é no Candomblé que reforçamos esses laços ancestrais de compromisso com a aiyè (terra), por isso, nada mais lindo que ver um Orisá agindo na vida de um filho, essa transformação e resgate da essência que nos fortalece, mas que por decepções muitas vezes se afastamos.


Carla carrega a liderança de Iyèmonjá e a resistência de Oyá, e bravamente venceu esse primeiro ano de iniciada, afinal não é fácil se adaptar um novo jeito de viver e aprender no dia-dia, que Orisá está em tudo, em cada decisão, abdicação e principalmente na maneira que transmitimos asé ao próximo.

Parabéns minha filha! Mais uma etapa vencida.
Com amor,
Bàbá Diego de Odé

terça-feira, 16 de maio de 2017

O Candomblé e o Sacrifício de Animais

Não é surpresa aos povos de matriz africana os casos de discriminação religiosa no brasil, haja vista que desde a chegada dos negros no Brasil estes sofreram perseguições culturais e religiosas. Entretanto, o sofrimento e humilhação do tronco deu lugar a coerção legislativa e jurídica, onde o povo de matriz africana enfrenta o reforço da desigualdade e luta para reafirma sua cultura e sua religiosidade.
Em 2014 um magistrado federal do Rio de Janeiro emitiu uma sentença na qual desconsidera como religião os cultos de matrizes africanas, retirando destes adeptos a proteção constitucional à liberdade religiosa. Houve uma forte movimentação social contra a decisão do magistrado e o Ministério Público Federal inconformado com os fundamentos da sentença recorreu à Justiça Federal. Diante da repercussão tomada o magistrado alterou os fundamentos de sua decisão, reformando o trecho que ressaltava que as religiões de matrizes africanas não poderiam ser consideradas como religiões, entretanto mais um golpe discriminatório já havia sido dado e pouco tempo depois da repercussão o caso caiu no esquecimento da população.
Todavia, em 2016 os holofotes legislativos e jurídicos voltaram-se novamente para o povo de santo quando fora liberado para julgamento no Superior Tribunal Federal o caso que discute o abate religioso de animais. Paralelamente, vários legisladores incluíram em suas pautas projetos de leis que visam proibir o sacrifício animal nos rituais religiosos.
Em Cotia-SP, no mesmo ano, fora aprovada na Câmara de Vereadores a Lei nº 1960/2016 que proíbe a utilização, mutilação e/ou sacrifício de animais em rituais ou cultos exercidos na cidade, também proibido em pesquisas científicas ou de qualquer outra natureza, punindo o infrator com multa de R$ 704,00.
No mesmo passo, fora protocolado na Câmara Municipal de São José dos Campos-SP o projeto de lei nº 8/2017 que, utilizando redação similar a lei promulgada em Cotia, também proíbe o abate animal, exclusivamente para fins místicos, iniciáticos, esotéricos ou religiosos, prevendo também uma punição pecuniária.
Ao observar as redações das leis que restringem o abate de animais é notório o conteúdo discriminatório sob uma suposta fundamentação de proteção animal. Leis com este teor promulgadas em um país que 90% da população alimenta-se de carne e onde a opção pela alimentação carnívora ou vegana é um direito de todo cidadão, demonstra a intenção legislativa de discriminação religiosa, no qual este preconceito pressupõe quais crenças e práticas devem ser consideradas corretas e aceitas ou não.
É preciso compreender que culturalmente para o povo de matriz africana o abate ritualístico de animais reflete a expressão de subsistência do próprio povo, pois os animais imolados alimentam a comunidade, mas para isso a comunidade louva a sacralidade do animal, utilizando ritos de demonstração de respeito e permissão para o consumo de sua carne.
Precipuamente, o ritual de sacralização animal nas religiões de matriz africana revela a necessidade de compartilhar com os deuses as bênçãos e conquistas alcançadas.
Utilizar os termos de “crueldade”, “sofrimento” nos rituais religiosos de abate animal nas religiões de matriz africana é deturpar o seu próprio fundamento e julgar suas práticas como inferiores ou erradas, no sentido que já fora comprovado pelas organizações de defesa animal que as indústrias de alimentos utilizam métodos cruéis na sua produção e estas são as menos afetadas pelas leis.
Se a lei não tivesse um viés discriminatório estaria preocupada em regulamentar a forma como os animais são criados e abatidos nas grandes indústrias. Pois o legislador endossa que os cidadãos podem comer a carne vinda da crueldade da indústria, mas não podem se alimentar do animal que foi louvado, cantado, rezado e imolado pelas suas próprias mãos.
Para não ter a sua manifestação religiosa vetada em diversas cidades, quiçá em toda nação, é preciso que o povo de matriz africana em uníssono reitere a sacralidade da imolação animal, demonstrando para a sociedade que suas práticas, ao contrário do que é pregado por outras denominações religiosas, estão embasadas no respeito àqueles animais que antes do abate para o consumo tornam-se parte do divino.
A riqueza e beleza da religião dos Orixás devem ser compartilhadas, nutrindo o respeito e demonstrando a resistência da cultura do povo de matriz africana.
Júlio Fontes 
Advogado

Alessandra de Òsún - Obrigação de Três Anos


O maior poder das filhas de Òsún é o de se adaptar e evoluir com as curvas do rio, e assim foi com a "minha rainha" como eu a chamo, pois assim ela é, delicada, nobre, com o coração maior que o mundo e soube melhor que ninguém transformar maldições em dons, com o seu lindo trabalho na Umbanda e consequentemente trilha uma estrada de amor e aprendizado no Candomblé.

Que Odé, Òsún e Oyá, continuem te abençoando e dando caminhos abertos para que você cumpra a sua missão sempre com fé e dedicação.

Com muito amor,
Bàbá Diego de Odé

Data do evento: 29 de abril de 2017.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Milena de Ògún - Obrigação de Três Anos

Essa é uma daquelas filhas que chegam em momentos especiais e marcam momentos importantes da nossa história.
Em 2014 eu passei por uma das maiores transformações da minha vida, que foi a ampliação do ilè asé, porém não eram apenas as paredes que precisavam ser reformadas, eu também necessitava de mudanças, rever alguns pontos e em um workshop sobre iniciação, conheci pessoas incríveis e 70% dos participantes se tornaram meu filhos.

Que Ògún Mèjèjè abençoe sempre sua vida, transformando e te fortalecendo todos os dias.

Com amor,
Bàbá Diego de Odé

Data do Evento: 29 de Abril de 2017.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Obrigação de Três Anos de Edu de Ògún

Comemoramos no mês de abril os três anos de iniciado de Edu de Ògún, um guerreiro que está diariamente do meu lado, enfrentando todas as guerras.
Ògún sempre foi verdadeiro na sua vida e acompanhou todas as mudanças e adaptações que sua estrada sofreu e mostra a cada dia que é muito mais que seu pai.
Parabéns pela força, garra e dedicação ao asé.
Com amor e orgulho,
Bàbá Diego de Odé

Arte no Ferro para Orisá

Parabenizo Fabiano Santiago Diniz Dofono, pelo excelente trabalho realizado na confecção de ferramentas para Igbá, de mão, capacetes, akorò, espadas e lanças para as festividades de Esú, Ògún e Odé no Ègbé L'ajò.

Contato: (11) 96708-8265 / 95798-5514.

Moda - Super Dica!

Para os dias de função e até para candomblé, roupa branca acaba não vencendo, por isso os conjuntos em Ankara são uma opção bonita e sua acessível.

Rei dos Orixás
Rua John Harrison, 91 - Lapa - SÃO PAULO
WhatsApp (11) 97441-1577

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Ogá Lucas de Ògún

No dia 29 de abril de 2017 comemoramos a obrigação de três anos de Pai Lucas, uma das jóias do Ègbé L'ajò, que foram lapidadas desde cedo e que hoje após quatro anos, observamos o quanto realmente o Orisá prepara os escolhidos.

Que Odé e Osalá, abençoem sempre seu caminho, fortalecendo sua fé, suas direções e que você dê sempre orgulho a ègbé.
Com amor,
Bàbá Diego de Odé

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Ekedy Norma de Ògún

Comemoramos no dia 29 de abril de 2017, a obrigação de três anos de Mãe Norma de Ògún, ekedy do Ilè Asé Ègbé L'ajò. São mais de quarenta anos de dedicação ao Candomblé e Umbanda e conforme os caminhos do Orisá tive a felicidade em cuidar de Ògún na vida dela.
Que todos os Orisás abençoem seu caminho, te fortalecendo e dando vida longa, pois a religião precisa de pessoas de força e com a sua resistência.
Com carinho,
Bàbá Diego de Odé

terça-feira, 9 de maio de 2017

Odún Èje - Ègbón Sandra de Ògún

No dia 29 de abril de 2017, comemoramos os sete anos de iniciada de Sandra de Ògún que está ao meu lado há cinco anos, onde vencemos muitas lutas e é uma das guerreiras que defendem com unhas e dentes nosso asé.
Que esse seja um passo de renovação e que Odé e Ogún Wàrín lhe dê sempre caminhos aberto e boa sorte.
Com muito orgulho,




Bàbá Diego de Odé


Créditos

Roupa de Apresentação: Sofia Magia.
Roupa de Ògún: Crioula Fashion e Rafael Santos (RJ).
Aparamentos: Márcio Paramentas e Fabiano Santiago Diniz
Foto: Érica Catarina Pontes
Realização: Ilè Asé Ègbé L'ajò

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Semana & Asé



Essa é uma semana onde iremos transitar da lua crescente para cheia, além da influência de Odé e Osún que positivam esse período que se inicia.
É um excelente momento para colocar as questões emocionais em ordem, de ter "aquela" conversinha complicada e expor sua emoções.
Nas financias, cuidado para não transferir as dores emocionais para o dinheiro e sair gastando o que não tem.
*Receita da Semana.
Banho de Prosperidade
Dia: Todos, menos sexta.
Horário: Manhã, antes do sol esquentar.

Ingredientes:
2 litros de água mineral
500 ml de água de coco natural
50 gramas de alpiste
50 gramas de arroz branco
50 gramas de semente de girassol
1 colher de açúcar mascavo
1 vela branca fina
Pétalas de 6 rosas brancas

Em uma bacia branca, misture levemente todos os ingredientes, pedindo a Odé (Orisá da Prosperidade) que possibilite bons caminhos a você e a todos da sua vida. Acenda uma vela ao lado do banho e após duas horas seu banho estará energizado. Apenas não lave o topo da cabeça, em respeito ao seu Orisá individual.
Obs.: Os grãos que sobrarem do banho, você deposita no pé de uma arvore frondosa.
*Frase da Semana:
A Alma é esculpida pelos detalhes, pelos pequenos gestões, pelas superações diárias.
*Foto da Semana:
A emoção de uma Ekedy ao ver o trabalho de mais de 27 dias concluído. (Ilè Asé Egbé L'ajò, 29 de abril de 2017).
Muito asé a todos!
Bàbá Diego de Odé
(11) 4141-0167
terradosorixas@hotmail.com

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A Presença do Orisá

A vida é feita de ciclos e haverá momentos onde iremos nos questionar e inevitavelmente iremos colocar na balança o peso que tem a espiritualidade em nossa estrada. Será que estamos no caminho certo? Onde está meu Orisá que não está vendo o que passo? Porque a minha vida não vai para frente?
Cada religião explica essas passagens difíceis de uma maneira, para alguns, provação para outro a força do ajé, afinal não há quem não passou por obstáculos e não esteve preste a desistir. São nesses momentos onde devemos nos apegar a fé, a força interior, abandonar sua crença é deixar para trás o melhor que vive em você, afinal o Orisá habita em cada célula, em cada pedacinho da nossa existência e o fato de você não exercer sua religião, não quer dizer que ele não exista.
No Candomblé temos muitas armas para vencer uma guerra e toda energia ajuda no momento de crise, mas é necessário se abrir para ela e fortalecer seu atos de fé, é hora de usar tudo aquilo que você aprendeu no asé, seja um banho de erva, seja uma comida no pé do Orisá ou uma simples vela. O que não resolve nada, aliás, piora em muito a situação, é você ficar jogando no universo palavras negativas, se alto boicotar ou colocar seu Orisá em prova, sendo que o divino é fonte de luz e motivação, quem está no aiyè, ou seja, no probatório, somos nós.
Aqui escreve alguém que muitas vezes se questionou, que em muitos momentos pensou, como eu vou equilibrar minha vida material e espiritual? Tenho tantos sonhos e sendo bàbálorisá, como eu vou realiza-los? Pois é, eu consegui realizar muito mais do que eu sonhei e hoje meus objetivos são bem maiores, mas eu nada seria sem a força de Odé na minha vida.
Muito asé,
Bàbá Diego de Odé
(11) 4141-0167
terradosorixas@hotmail.com

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A busca pelo equilíbrio

Cada um está na religião por um motivo, seja tradição familiar ou por uma necessidade que levou ao Candomblé, mas como lidar e conseguir equilíbrio entre a vida material e a espiritual? 

Ser praticante de uma fé implica em responsabilidades, ao iniciado no Orisá é, estar com as obrigações anuais em dia, dar osé, pagar a mensalidade e ajudar nas funções e no sirè, mais do que isso, é ser do “santo” todos os dias, pensar antes de agir, lembrar das lições de humildade e que somos descendentes de um povo de resistência, não é qualquer problema que deve abalar a nossa fé nem a nossa conduta.

Somos filhos dos elementos e cada um terá seu ponto forte e sua fraqueza, os filhos da água como Osún, Iyèmonjá, Iyèwá e Ologúnèdé, são pessoas que tem forte poder de adaptação, porém na hora de tomar decisões, sofrem por conta da emoção que geralmente transborda. Já os filhos do fogo, Sangò e Oyá, tem maior dificuldade em se adaptar a uma rotina, porém são rápidos na decisão. Os òmo-Orisás que tem o elemento terra, como Omolu e Nàná, conseguem construir caminhos sólidos, mas na hora de sair da área de conforto, costumam ter grande dificuldades e quase sempre acabam fazendo vistas grossas para não ter que mudar. 

Concluindo, cada um de nós tem seu potencial e o que chamo de “resgate”, e devemos nos conhecer para que isso nos ajude a equilibrar a vida, pois tudo que fazemos na aiyè (terra), influencia no orún (céu) e vice-versa. Por isso, não deixe a sombra sobressair a luz que mora em você, o Orisá e seu Asé acreditam no seu potencial, não traia a confiança do divino, se dedique, encontre tempo para cuidar do seu “eu”, afinal a fé é a base para todas as demais áreas.

Ser do Candomblé é fácil, basta ter condições e encontrar um lugar para se iniciar, mas para ser do Orisá, você terá que se esforçar, sem olhar do lado, sem apontar o outro que não faz, superar todos os dias os obstáculos, honrando o nome do Orisá que você carrega e principalmente o título de “ser feito”.

Muito asé a todos e um excelente dia,
Bàbá Diego de Odé
(11) 4141-0167
terradosorixas@hotmail.com





terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Candomblé de Iyábá - 2016


No dia 18 de dezembro de 2016 a Família Egbé L’ajò, comemorou os festejos de Iyábá, iniciações e obrigações.

Agradecemos a presença de todos e desejamos um 2017 cheio de asé e prosperidade.

- Realização: Ilè Asé Egbé L'ajò

- Idealizador: Babá Diego de Odé (Diego Carvalho)

- Organização: Iyá Egbé Mayra e Babá Rô de Osálá

- Decoração: Eduardo de Ògún e Fabrício de Osalá:

- Fotos: Pontes Érica Catarina

- Lembranças: Cheiros e Mimos

- Roupas: Crioula Fashion - Moda Afro, Sofia Magia, William Roupas de Axé, Ogan Tadeu e Mãe Roberta de Osún.

- Aparamentas: Márcio Paramentas de Orixás, Alemão Paramentas,
Rei dos Orixás (Lapa), Sol de Aruanda. 

- Materiais de Axé: Sandro Ty Airá (Tudo para Orixá), Rei dos Orixás (Lapa - SP) e Sol de Aruanda.

- Doces: Váleria de Logun, Robertinho de Osún e Pai Piter de Jagún.

- Nosso blog: terradosorixas.blogspot.com.br

- Fanpage: Babá Diego de Odé e Ilè Asé Egbé L'ajò

Ilè Asé Egbé L’ajò
Endereço do asé: Rua José Rodrigues do Nascimento, 97 - Jardim Dona Elvira, Itapevi - SP.
Telefone: (11) 4141-0167
E-mail: terradosorixas@hotmail.com

Fotos:








quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Pensamentos e Reflexões - Tudo em 2016



Esse foi um ano de finalizações, de revelações e quer saber? Todos anos são assim, mas cada ciclo representa um novo tempo, uma nova direção e essa é a magia de existir. Dentro da vida pessoal, só tenho que agradecer as oportunidades que Olorún e pai Odé me proporcionaram, mas sobre a vida espiritual, existem algumas lições que não custa nada dividir.
O assunto desse ano foi o “Apocalipse do Candomblé”, nunca se falou tanto do fim das tradições, nunca em toda história se questionou tanto o que é ou não correto dentro das casas de asé, cada um se sentiu no direito de vestir a roupa de “juiz”, lógico que atrás do conforto de suas telas de celulares e computadores, pois é visível que há muito mais fé e atitude nas redes sociais do que dentro das casas de Orisá, pois se toda essa energia fosse direcionada na vida pessoal e casa de asé, não existiria tanto ajè. 
Somos de uma única religião chamada “Candomblé”, porém cada asé tem seus costumes e sua maneira de transmitir a religiosidade e isso deve ser respeitado, mas não concordo com o “pego o que me serve”, quando na verdade devemos abraçar a religião como um todo, com os ônus e o bônus. Servir o Orisá é uma das maiores dádivas que existe, somos filhos da terra e precisamos ter compromisso não apenas com a ancestralidade, mas com tudo aquilo que sustenta ou apoia a vida.
Durante esses anos como babálorisá, aprendi que os “altos” são para fortalecer e os “baixos” da vida são para ensinar, pois a evolução ou regressão são constantes, mas cabe a pessoa a escolha de enfrentar a vida e assumir a responsabilidade de tudo o que isso significa. 
Apontar o outro é bom? Mas experimenta cuidar da sua vida.
Falar mal do irmão da casa faz parte? Pense bem, pois geralmente julgamos a pessoa pela família que ela tem.
Todo mundo tem orgulho e amor próprio? Na hora da dor, engolimos sapos, guardamos a vaidade e ajoelhamos perante os inimigos.
Muito asé e que seja um 2017 bem melhor!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Odé Akueran

Ligado a Ogún Onire, Akueran é aquele que trás a fartura da montanha. Tem profunda ligação com Osún e Òbà. 
Teria sido largado por Ogún na mata, nu e sem armas, após diversas provações, ele retorna a tribo, coberto com as peles das caças e com muita carne. Ogún orgulhoso, pois só deixou o irmão sozinho para que pudesse amadurecer e como prêmio pela sua bravura, Akueran herda a tribo de Ogún, que segue para conquistar novas terras.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Odé Dana-Dana


E Oyá Bagan
Diz uma lenda que Oyá Bagan foi encarregada de ir em cada tribo ao redor de Oyá e aprender o segredo do Orisá líder para trazer a Sangò, pois o rei sabia que isso ajudaria ele a dominar outros povos, porém em uma dessas caçadas por poder, Bagan se viu cercada, pois fora descoberta, já noite, ela foi resgatada por Odé e a partir daquele momento, tudo que um ganhava dividia com o outro.
Ele recebe o nome de Dana-Dana
Por ser muito esperto, Odé buscava outros jeitos de caçar, pois a cada dia a fome de sua família crescia, então ele cria uma armadilha, vendo que teve vitória, cria outras diversas. Porém isso não agradou os outros caçadores, que ao persegui uma presa, ela sempre era pega primeiro pelas arapucas, então eles começam a chamá-lo de Dana-Dana, ou seja, ladrão, ainda hoje é usado esse termo em algumas tribos para chamar o outro de bandido. 

Dana-dana e Iyèwá
O caçador era conhecido por ser destemido e corajoso, porém ele guardava um segredo, mesmo tendo que caçar, ele sofria com a morte dos animais, pois sempre se batiam na hora que eram abatidos e isso causava angustia. Certo dia, ele ao perseguir um ave negra próximo a uma lagoa, viu ela se transformar em uma linda moça, era Iyèwá e como todos sabiam que não havia outro Orisá que era mais fiel ao segredo e ao mistério, ele decidiu dividir o que lhe pertubava, foi então que ela deu a ele uma poção que funcionava como tranquilizante, sendo assim, a caça não iria mais sofrer. Em agradecimento ele a prometeu nunca contar a ninguém que ela usava a forma de pássaro para vigiar aqueles que traiam seus juramentos.

Odé Erinle (Ibúalama e Inlé)

O caçador de elefantes, tem seu culto quase que separado dos demais Odé, isso pois Erinle não é apenas um caçador, mas também é ligado a botânica e a medicina. 
São três os momentos que cultuamos, sendo Inlé, ligado a Osún que deu a luz a Ologúnèdé. Ibúalama, quando tem caminhos com Iyèmonjá, união que resultou os gêmeos, Osún Karè e Odé Karelè e Erinle, que tem forte ligação a Iyá Otín. 
Diz uma lenda, que Erinle era famoso por sua beleza e esperteza, porém após viver com Iyemanjá, firmou um acordo de manter segredo sobre o que havia visto em sua casa, mas ele não cumpriu a promessa e ela cortou sua língua, desesperado ele vai até o fundo da rio buscar ajuda de Osún Ijimú e Osún Ominibú que devolvem lhe a voz, porém ele teria que ser coberto pela sabedoria, sem entender ele aceita, mas ao sair do rio e ver seu reflexo, ele havia se tornado velho e entendera que a sabedoria que tanto buscava estava no tempo que ele tanto havia desprezado, foi então que recebeu o nome de Ibúalama, sábio das águas profundas.