segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Perfil do Babalorixá Diego de Odé

Sacerdote do Culto aos Orixás

Histórico Espiritual

Sua mãe a Iyálorixá Rose de Oxum estava grávida de cinco meses, quando se iniciou no candomblé, sendo Babá Diego, conforme os preceitos da religião, ele é um abiaxé (criança que nasce iniciada, com axé). Aos seus 11 anos após sofrer uma queda no Pico do Jaraguá, que quase o levou a morte, teve que dar continuidade a suas obrigações. No ano de 2006 iniciou seu primeiro iyawò e não parou mais, onde teve que se dividir como profissional do setor administrativo de uma multinacional e zelador de Orixá. Hoje, Babá Diego tem pessoas iniciadas por todo Brasil e também em Portugal, Espanha e França.


Frases mais famosas
“A hierarquia tem que existir para ajudar e não para humilhar”.
“Crescer como pessoa, deve vim antes de qualquer coisa, pois se eu tirar meu torço e meu filho de conta, eu sei que ainda sou alguém”.
“A tradição tem a experiência e a juventude tem a força para carrega-la, para mim essa é a união perfeita”
“Quando a mente cria, ebó não tira”.

O Egbé L’ajò – Sociedade da União
Há mais de doze anos ministra o Ilè Asè Egbé L’ajò, que foi fundado em 1964 por sua bisavó carnal, a Iyálorixá Minervina de Ogum (Pernambuco -1927. São Paulo – 2000). Com dezenas de pessoas iniciadas. Babá Diego é um dos grandes nomes do candomblé de São Paulo, pois conseguiu juntar a força da tradição com o espirito jovem e revolucionário.
Endereço: Rua Guarapari, 97 – Jardim Dona Elvira. Itapevi –SP.

Projetos
Projeto Olowò (2010) – Conscientização e Estudo do Candomblé
Projeto Adè (2010) – Oficina de artesanato e aparamentas de Candomblé.
Projeto Igbò (2011 -2013) – Limpeza das áreas afetadas pela poluição gerada pelas religiões de matriz africana.

Atendimento
É realizado através do jogo de búzios (meridilogun), com duração média de 45 minutos. E mediante ao atendimento, pode ser indicado o tratamento ideal para seu problema, seja amoroso, profissional, familiar ou de saúde.

Endereço: Rua José Rodrigues do Nascimento, 97 – Jardim Dona Elvira, Itapevi – SP (Próximo a Estação Engenheiro Cardoso).

- Horário: 14h as 19h, Terça, Quinta e aos Sábados. Com hora marcada.
- Telefones:– 11 4141-0167 – 9 6617-8726(Claro).
- E-mail/MSN: terradosorixas@hotmail.com
- Site: http: terradosorixas.blogspot.com

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Nós zeladores de Orixá, também erramos!

O papel que um Zelador de Orixá assume perante a sociedade é de orientador e a nossa responsabilidade é ajudar os omo-Orixás a evoluírem espiritualmente e é claro que isso irá refletir em todos os outros campos da vida. Para tratar desse assunto, vou expor a minha opinião e a minha experiência dentro do culto à Orixá.
Nós zeladores também erramos! Esse é um ponto que deve ficar claro, como bons terrestres corremos o risco de deixar algo passar, de não conseguir interpretar a vontade do divino ou de sermos omissos a vontade do orún (céu), porém mesmo sabendo disso, precisamos estar atentos o tempo todo e nos policiar, pois é a vida de uma pessoa que está em nossas mãos. Então, Pai de Santo pode ter a vida que quiser? NÃO! Somos exemplos para nossos filhos e para nossa família de axé, se divertir socialmente não faz mal a ninguém, mas se já é difícil liderar uma casa de santo tendo uma vida regrada, imagina vivendo uma “vida louca”?
Eu mesmo posso dizer que muitas vezes fui injusto, pela vaidade de apenas ver um lado da situação ou por medo da ingratidão, ao primeiro sinal da mesma, já virei as costas para amigos e filhos, contudo na vida, vamos aprendendo e não só com os nossos erros, como os dos nossos pais. Essa politica do líder está sempre certo é passado, pois vivemos em uma comunidade onde cada um tem seu papel e consequentemente uma opinião, essa que pode ser de grande valia. Vale também destacar a questão da “atenção”, ou seja, você faz seu santo e recebe a maior atenção, depois nem atender você o zelador pode, um erro muito comum, isso porque nós zeladores achamos que já fizemos a nossa parte, agora o filho que caminhe com as próprias pernas, mas me digam, como um iyáwò que nasceu agora pode andar com as próprias pernas e encontrar sozinho as respostas para o tanto de questões que surgem no período de aprendizado no candomblé?
São essas e tantas outras coisas que podem causar os “erros espirituais”, pois vejo que na maioria dos problemas que surgem, não é o fundamento religioso que falta e sim a atenção e respeito à divindade e principalmente ao ory daquele filho, e aos irmãos zeladores que estão lendo esse texto, eu lhes digo, não é feio admitir um erro, você não estará se rebaixando, quem conhece axé sabe, que somos eternos aprendizes e reconhecer os pontos onde falhamos, nos ajuda e muito a sermos melhores amanhã e cumprimos de maneira plena esse eledá tão especial que é ser babálorixá.
Uma grande abraço e gostaria de ressaltar que esse texto é voltado aos puros de coração que entraram no Orixá por amor e se decepcionaram, pessoas que passaram uma vida toda seguindo babálorixás que só se faziam presentes para exigir, mas que pouco ensinava ou pouco prestava atenção. Vocês podem ter certeza, o Orixá está foi testemunha de tudo e cobrará cada lágrima que você derramou e com certeza, vai entender o fato de você procurar uma outra direção.
Muito axé e até mais!