terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Lá se vai mais uma primavera

As minhas alegrias e tristezas sempre foram divididas com vocês, minha família, amigos e seguidores, há mais de oito anos nas redes sociais, 1.500.000 de visualizações do blog (terradosorixas.blogspot.com.br), 50.000 curtidas na fanpage, 5.000 amigos aqui no Face e como eu alcancei essa marca? Simples, eu compartilho diariamente minhas experiências pessoais e religiosas sem filtros, com o tempo as coisas foram acontecendo, porém eu fui ficando mais seletivo, acredito que a própria idade me fez enxergar as guerras que eu queria ou não enfrentar, aquele menino de vinte e poucos anos que questionava tudo foi dando lugar a um cara mais maduro e que pensa mil vezes antes de se posicionar, mas com uma identidade bem definida e sem medo de ser quem sou. 

Aos 31 anos aprendi que, tudo teve um sentido, cada sorriso, cada lágrima construiu quem eu sou e a maior lição desse 2017 foi o “exercício do perdão”, não aquele da boca para fora e sim aquele que sai da alma é aplicado em atitudes. Me perdoei, reconheci erros e principalmente a importância que cada tombo, rejeição ou decepção que existiu na minha trajetória e mais uma vez o Orisá se mostrou presente e muita gente em volta pode se contagiou e hoje colho histórias de finais felizes, pois não há alivio maior que se livrar do peso da mágoa e do rancor.

Hoje, só tenho a agradecer a família, amigos e irmãos da religião que a vida me deu, sou privilegiado em todos os sentidos e não tenho nada para reclamar, aquilo que poderia faltar, eu acredito que Deus já está olhando e se eu não tenho é porquê não é o momento, afinal outra lição aprendida é que o coração é algo que não se cura de uma hora para outra, temos que dar tempo ao tempo e ainda acredito que não há nada mais poderoso que o poder do “o que é”, onde a busca pela felicidade está em encontrar sentido e alegria no que há hoje, o futuro é apenas uma projeção, fazemos tantos planos aí vem a Vida e muda tudo.


Compreendi acima de tudo que estar preparado é diferente de estar engessado em verdades absolutas e velhas armaduras, que só servem para se defender de fantasmas que não existem mais e por favor, nada de mi-mi-mi.

Obrigado a todos os Orisá
Obrigado pai, mãe e família
Obrigado filhos e parceiros do Ègbé L’ajò
Obrigado amigos e seguidores das redes sociais
E obrigado a vida, por me mostrar que não há força maior que o amor e a fé!



Diego Carvalho

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Sobre abikú

 Salve, salve leitores do Terra dos Orixás, a muito tempo eu não escrevia, mas decidi voltar a dividir o meu cotidiano e pesquisas com vocês...