quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A Presença do Orisá

A vida é feita de ciclos e haverá momentos onde iremos nos questionar e inevitavelmente iremos colocar na balança o peso que tem a espiritualidade em nossa estrada. Será que estamos no caminho certo? Onde está meu Orisá que não está vendo o que passo? Porque a minha vida não vai para frente?
Cada religião explica essas passagens difíceis de uma maneira, para alguns, provação para outro a força do ajé, afinal não há quem não passou por obstáculos e não esteve preste a desistir. São nesses momentos onde devemos nos apegar a fé, a força interior, abandonar sua crença é deixar para trás o melhor que vive em você, afinal o Orisá habita em cada célula, em cada pedacinho da nossa existência e o fato de você não exercer sua religião, não quer dizer que ele não exista.
No Candomblé temos muitas armas para vencer uma guerra e toda energia ajuda no momento de crise, mas é necessário se abrir para ela e fortalecer seu atos de fé, é hora de usar tudo aquilo que você aprendeu no asé, seja um banho de erva, seja uma comida no pé do Orisá ou uma simples vela. O que não resolve nada, aliás, piora em muito a situação, é você ficar jogando no universo palavras negativas, se alto boicotar ou colocar seu Orisá em prova, sendo que o divino é fonte de luz e motivação, quem está no aiyè, ou seja, no probatório, somos nós.
Aqui escreve alguém que muitas vezes se questionou, que em muitos momentos pensou, como eu vou equilibrar minha vida material e espiritual? Tenho tantos sonhos e sendo bàbálorisá, como eu vou realiza-los? Pois é, eu consegui realizar muito mais do que eu sonhei e hoje meus objetivos são bem maiores, mas eu nada seria sem a força de Odé na minha vida.
Muito asé,
Bàbá Diego de Odé
(11) 4141-0167
terradosorixas@hotmail.com

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A busca pelo equilíbrio

Cada um está na religião por um motivo, seja tradição familiar ou por uma necessidade que levou ao Candomblé, mas como lidar e conseguir equilíbrio entre a vida material e a espiritual? 

Ser praticante de uma fé implica em responsabilidades, ao iniciado no Orisá é, estar com as obrigações anuais em dia, dar osé, pagar a mensalidade e ajudar nas funções e no sirè, mais do que isso, é ser do “santo” todos os dias, pensar antes de agir, lembrar das lições de humildade e que somos descendentes de um povo de resistência, não é qualquer problema que deve abalar a nossa fé nem a nossa conduta.

Somos filhos dos elementos e cada um terá seu ponto forte e sua fraqueza, os filhos da água como Osún, Iyèmonjá, Iyèwá e Ologúnèdé, são pessoas que tem forte poder de adaptação, porém na hora de tomar decisões, sofrem por conta da emoção que geralmente transborda. Já os filhos do fogo, Sangò e Oyá, tem maior dificuldade em se adaptar a uma rotina, porém são rápidos na decisão. Os òmo-Orisás que tem o elemento terra, como Omolu e Nàná, conseguem construir caminhos sólidos, mas na hora de sair da área de conforto, costumam ter grande dificuldades e quase sempre acabam fazendo vistas grossas para não ter que mudar. 

Concluindo, cada um de nós tem seu potencial e o que chamo de “resgate”, e devemos nos conhecer para que isso nos ajude a equilibrar a vida, pois tudo que fazemos na aiyè (terra), influencia no orún (céu) e vice-versa. Por isso, não deixe a sombra sobressair a luz que mora em você, o Orisá e seu Asé acreditam no seu potencial, não traia a confiança do divino, se dedique, encontre tempo para cuidar do seu “eu”, afinal a fé é a base para todas as demais áreas.

Ser do Candomblé é fácil, basta ter condições e encontrar um lugar para se iniciar, mas para ser do Orisá, você terá que se esforçar, sem olhar do lado, sem apontar o outro que não faz, superar todos os dias os obstáculos, honrando o nome do Orisá que você carrega e principalmente o título de “ser feito”.

Muito asé a todos e um excelente dia,
Bàbá Diego de Odé
(11) 4141-0167
terradosorixas@hotmail.com





Buscar no Orisá a força para recomeçar

Durante a vida vamos passando por momentos onde nada tem explicação, são crises que vem como tempestades que param ...