quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Pensamentos e Reflexões - Tudo em 2016



Esse foi um ano de finalizações, de revelações e quer saber? Todos anos são assim, mas cada ciclo representa um novo tempo, uma nova direção e essa é a magia de existir. Dentro da vida pessoal, só tenho que agradecer as oportunidades que Olorún e pai Odé me proporcionaram, mas sobre a vida espiritual, existem algumas lições que não custa nada dividir.
O assunto desse ano foi o “Apocalipse do Candomblé”, nunca se falou tanto do fim das tradições, nunca em toda história se questionou tanto o que é ou não correto dentro das casas de asé, cada um se sentiu no direito de vestir a roupa de “juiz”, lógico que atrás do conforto de suas telas de celulares e computadores, pois é visível que há muito mais fé e atitude nas redes sociais do que dentro das casas de Orisá, pois se toda essa energia fosse direcionada na vida pessoal e casa de asé, não existiria tanto ajè. 
Somos de uma única religião chamada “Candomblé”, porém cada asé tem seus costumes e sua maneira de transmitir a religiosidade e isso deve ser respeitado, mas não concordo com o “pego o que me serve”, quando na verdade devemos abraçar a religião como um todo, com os ônus e o bônus. Servir o Orisá é uma das maiores dádivas que existe, somos filhos da terra e precisamos ter compromisso não apenas com a ancestralidade, mas com tudo aquilo que sustenta ou apoia a vida.
Durante esses anos como babálorisá, aprendi que os “altos” são para fortalecer e os “baixos” da vida são para ensinar, pois a evolução ou regressão são constantes, mas cabe a pessoa a escolha de enfrentar a vida e assumir a responsabilidade de tudo o que isso significa. 
Apontar o outro é bom? Mas experimenta cuidar da sua vida.
Falar mal do irmão da casa faz parte? Pense bem, pois geralmente julgamos a pessoa pela família que ela tem.
Todo mundo tem orgulho e amor próprio? Na hora da dor, engolimos sapos, guardamos a vaidade e ajoelhamos perante os inimigos.
Muito asé e que seja um 2017 bem melhor!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Odé Akueran

Ligado a Ogún Onire, Akueran é aquele que trás a fartura da montanha. Tem profunda ligação com Osún e Òbà. 
Teria sido largado por Ogún na mata, nu e sem armas, após diversas provações, ele retorna a tribo, coberto com as peles das caças e com muita carne. Ogún orgulhoso, pois só deixou o irmão sozinho para que pudesse amadurecer e como prêmio pela sua bravura, Akueran herda a tribo de Ogún, que segue para conquistar novas terras.

A Força do Ajé - Como funciona

A força do Ajé – Como funciona Sabemos que no Candomblé a força do “Ajé” existe, seja em qual for a época, sempre se ouviu falar que há...