quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Odé Dana-Dana


E Oyá Bagan
Diz uma lenda que Oyá Bagan foi encarregada de ir em cada tribo ao redor de Oyá e aprender o segredo do Orisá líder para trazer a Sangò, pois o rei sabia que isso ajudaria ele a dominar outros povos, porém em uma dessas caçadas por poder, Bagan se viu cercada, pois fora descoberta, já noite, ela foi resgatada por Odé e a partir daquele momento, tudo que um ganhava dividia com o outro.
Ele recebe o nome de Dana-Dana
Por ser muito esperto, Odé buscava outros jeitos de caçar, pois a cada dia a fome de sua família crescia, então ele cria uma armadilha, vendo que teve vitória, cria outras diversas. Porém isso não agradou os outros caçadores, que ao persegui uma presa, ela sempre era pega primeiro pelas arapucas, então eles começam a chamá-lo de Dana-Dana, ou seja, ladrão, ainda hoje é usado esse termo em algumas tribos para chamar o outro de bandido. 

Dana-dana e Iyèwá
O caçador era conhecido por ser destemido e corajoso, porém ele guardava um segredo, mesmo tendo que caçar, ele sofria com a morte dos animais, pois sempre se batiam na hora que eram abatidos e isso causava angustia. Certo dia, ele ao perseguir um ave negra próximo a uma lagoa, viu ela se transformar em uma linda moça, era Iyèwá e como todos sabiam que não havia outro Orisá que era mais fiel ao segredo e ao mistério, ele decidiu dividir o que lhe pertubava, foi então que ela deu a ele uma poção que funcionava como tranquilizante, sendo assim, a caça não iria mais sofrer. Em agradecimento ele a prometeu nunca contar a ninguém que ela usava a forma de pássaro para vigiar aqueles que traiam seus juramentos.

Odé Erinle (Ibúalama e Inlé)

O caçador de elefantes, tem seu culto quase que separado dos demais Odé, isso pois Erinle não é apenas um caçador, mas também é ligado a botânica e a medicina. 
São três os momentos que cultuamos, sendo Inlé, ligado a Osún que deu a luz a Ologúnèdé. Ibúalama, quando tem caminhos com Iyèmonjá, união que resultou os gêmeos, Osún Karè e Odé Karelè e Erinle, que tem forte ligação a Iyá Otín. 
Diz uma lenda, que Erinle era famoso por sua beleza e esperteza, porém após viver com Iyemanjá, firmou um acordo de manter segredo sobre o que havia visto em sua casa, mas ele não cumpriu a promessa e ela cortou sua língua, desesperado ele vai até o fundo da rio buscar ajuda de Osún Ijimú e Osún Ominibú que devolvem lhe a voz, porém ele teria que ser coberto pela sabedoria, sem entender ele aceita, mas ao sair do rio e ver seu reflexo, ele havia se tornado velho e entendera que a sabedoria que tanto buscava estava no tempo que ele tanto havia desprezado, foi então que recebeu o nome de Ibúalama, sábio das águas profundas.

Odé Igbò

Irmão de Ogún e Esú, Igbò é filho de Iyá Ogunté e Ogún Alagbedé, o ferreiro. Teria se perdido nos encantos de Osaiyn e após sua mãe o chamar três vezes para que voltasse para casa sem sucesso, ela teria o dado como morto, mas Esú e Ogún não desistiram do irmão e seguiram em uma longa jornada atrás de Igbò, Iyá Ogunté, triste e preocupada com a direção de seus filhos, se transformou em um rio, para que eles, durante a estrada pudesse matar a sede, a esse rio foi dado o nome de Ogún. 
Odé Igbò mais tarde foi morar com Osún Okè, conta a lenda que por amor a ela, ele caçou em um dia proibido, caindo em sono profundo, para que o amado voltasse a vida, Okè firmou um acordo com as Iyás (Mães Ancestrais), que se ele voltasse a vida, ela iria abdicar do amor de Igbò e morar isolada na montanha. Após voltar a vida, a Igbò foi dado a tarefa de proteger a fauna e não permitir que houvesse caça sem a real necessidade.

Odé Karèlè (Odé Karê)

Filho de Odé Ibúalama e Iyèmonjá Asesú. Ligado ao rio como o pai, ele e sua irmã, Osún Karè, travaram uma grande disputa para saber quem era o preferido de seus pais que será narrada abaixo.
Ibúalama forjou um Ofá (arco e flecha) e Asesú preparou uma Abebé (Espelho de mão, símbolo também de fecundidade) com o poder de controlar os peixes, ambos os filhos receberão os miraculosos objetos e seguirão juntos na tarefa de encontrar Iyá Apaoká, a jaqueira, pois foi lhe dito por Orumilá que lá encontrariam a resposta que procuravam, porém deveriam fazer o caminho sem usar atalhos. 
Durante a viagem terrestre, ainda dia, Odé Karelè habilmente caçava e matava sua fome , porém Osún Karè não conhecia a arte da caça e ficava com fome, já no trecho de rio quando a noite se fazia presente, ela sabia como manusear a Abebé e matava sua fome de peixe, já o irmão não conseguia, atirava suas fechas e nada. Quando chegaram até a grande Jaqueira, eles fizeram a tão difícil pergunta e ela respondeu que eles já tinham a resposta, pois durante o caminho um sempre ficou sem comer, mesmo o outro tendo fartura, por isso, a partir daquele momento, eles iriam caminhar juntos, afinal, seriam mais fortes e teriam o orgulho de seus pais e levariam prosperidade a sua terra.

Odé Onisèwè

Ligado a Osaiyn, teria sido encantado por Onilé, a mãe terra, que se impressionada por sua beleza, criou a primeira gruta e fez dela surgir água doce e límpida, porém ele precisa ensinar os homens a arte da caça, tendo que deixa-la só. 
Dizem os antigos, que usa rosa, pelo mesmo motivo de Oyá Onira, era um caçador feroz e lavado de sangue encontrou Obatalá que soprou sobre ele o pó branco, efún para acalmá-lo e por isso, tudo seu tem a cor branca, azul claro e rosa. 
Conhecido em alguns asés, como o caçador de borboletas. Onisèwè aprendeu com seu pai, Babá Dankò, a caçar as bruxas que tentavam perturbar a ordem na aldeia, onde prendiam-as no bambu fino e amarrado com um laço branco, feito por Iyèmonjá Sabá.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

10 Formas de chamar a atenção do seu Babalorixá

1 - Chegue mais cedo durante as funções e quando o Babá entrar no barracão, você já está com seu banho tomando e sua roupa branca.
2 - Esteja sempre atento as necessidades da casa do Orisá, não pode ajudar com dinheiro, não tem problema, ajudando a economizar, a organizar e evitando desperdiço, você já colaborando em muito.
3 - Viu uma rodinha falando mau de um irmão, saia de perto ou se posicione, dizendo que não é bom para o axé, um falar do outro.
4 - Atenda com atenção e carinho todos aqueles que chegam na roça. Seja um facilitador, não coloque pedras no caminho de ninguém.
5 - Agradeça, devemos lembrar que seja emprestar um pano de cabeça ou colaborando com um quilo de grão das nossas obrigações, cada gesto de fraternidade deve receber no mínimo um "muito obrigado".
6 - Ouça, fale menos e a cada ensinamento que receber, peça a benção, além de fazer parte do humbè ainda mostra que você está aberto a aprender.
7 - Se não conseguir lembrar de tudo que deve levar a casa de asé, faça um check list, não esqueça uma roupa extra, seus fios de conta e produtos de higiene pessoal.
8 - Pegou algo de alguém emprestado, por favor, devolva como recebeu, nada de dar “perdido”, seja responsável com aquilo que é ou não seu.
9 - No mínimo, uma vez por mês você deve ir a casa de asé, colocar a cabeça para seu Orisá, dar osé, se dedicar a função do irmão, não custa nada, o mês tem 30 dias, se dedicar 10% representa apenas 3 dias por mês.
10 - Errou? Não tem problema, sente com seu babalorisá e abra seu coração, busque ser melhor, o mesmo se for magoado ou se sentir injustiçado, haja como um léssè Orisá, tenha respeito sempre, mas diálogo e ouvir a outra parte sempre é o melhor remédio.
Se você estava fazendo tudo ao contrário do que escrevi acima, pode estar aí o grande motivo de você não ter a atenção do seu Babá ou Iyà. Já se você é um exemplo, busca sempre estar presente e veste a camisa e mesmo assim ninguém te ensina nada ou te dar atenção, use a lição 10 antes de tomar qualquer decisão.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Oyá & Ibeji - 2016


No dia 29 de outubro de 2016, comemoramos as festividades de Oyá e Ibeji, confira abaixo as fotos dos melhores momentos.
- Realização: Ilè Asé Egbé L'ajò
- Idealizador: Babá Diego de Odé -
https://www.facebook.com/baba.d.ode/?fref=ts
- Organização: Iyá Egbé Mayra e Babá Rô de Osálá
- Fotos: Pontes Érica Catarina
- Lembranças: Cheiros e Mimos
- Roupas: Crioula Fashion - Moda Afro, Sofia Magia, William Roupas de Axé e Ogan Tadeu.
- Aparamentas: Márcio Paramentas de Orixás, Alemão Paramentas,
Rei dos Orixás (Lapa).
- Materiais de Axé: Sandro Ty Airá (Tudo para Orixá) e Rei dos Orixás (Lapa - SP).
- Doces: Váleria de Logun. 
- Nosso blog: terradosorixas.blogspot.com.br
- Fanpage: Babá Diego de Odé
Em nome da Família Egbé L'ajò, agradecemos todos os amigos e seguidores das nossas redes sociais, que estiveram presentes, prestigiando a celebração de Oyá e Ibeji.
Endereço do asé: Rua José Rodrigues do Nascimento, 97 - Jardim Dona Elvira, Itapevi - SP.
Telefone: (11) 4141-0167









Buscar no Orisá a força para recomeçar

Durante a vida vamos passando por momentos onde nada tem explicação, são crises que vem como tempestades que param ...