quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Gratidão



Sou grato a tudo que Olorún e Odé me deram, pelas provações, pelos obstáculos, pois cada um serviu para me preparar para a vida de sacerdócio, pois nem sempre foram flores, confiei em quem não devia, já dei murros em ponta de faca, já briguei, já voltei atrás, enfim, cada situação me formou como ser humano e hoje, olho o passado e só vejo alegrias.
Agradeço também o povo de asé, que já me acompanha há dez anos pelas redes sociais, me viu crescer, aprender, amadurecer.
Meu muito obrigado, de todo coração, que Odé ilumine o caminho de cada um de vocês e que venham mais dez, vinte, cinquenta anos, pois tudo se transformou, só a minha fé, que se manteve intacta e fortalecida. 
Gratidão, Fé e Sabedoria são as únicas coisas que o mundo não pode tirar de você!

domingo, 4 de setembro de 2016

Oyá e Seus Caminhos

(Por Babá Diego de Odé)

- Mensan: Ligada às tempestades e as mudanças de estação. Foi ela quem se opôs a Ogún quando ele queria invadir as terras de Nánà. Diz a itàn (lenda) que ele a dividiu em nove (Mensã = Dividida em nove), e ela teria dividido ele em dois, Ogún Mèjí (Dividido), dando origem a ambos cultos, por essa ração carrega nove adaga (espadas).


- Tópé: Mãe do fogo, aquela que acompanha Esú e Sangò. É ela a terra que envolve o Odú Ará (pedra do raio). Feiticeira, buscava sempre receitas para ajudar a humanidade a evoluir. Uma das mais importantes presenças no agèrè (Ritual do fogo). É comparada em seus mitos a cobra mamba-negra, o que nos indica o cuidado com que os ancestrais tratavam desse caminho.


- Onira: Ligada a ancestralidade feminina e a água. Mora onde o vento da curva e passa pelo rio . Seria filha rejeitada de Osún Òpárá e Ogún Wárìn, que foi posteriormente resgatada e cuidada por seus pais, porém antes disso passou por várias provas, até que se uniu com sua mãe e como boa artesã, confeccionou o Edan Opará, as agulhas. Forjou em cobre a primeira Eréké (máscara) usada no culto a Iyámín. (Por Babá Diego de Odé)



- Igbálè: Mãe dos ancestrais, é o momento onde Oyá dá luz a Egungún, seu último filho. Usa branco por respeito aos ancestrais e também é chamada de Oyá Furé ligada a Omolu e Iyèmonjá, é aquela que apazigua a consciência na morte ou Oyá Fònán, ligada a Ogún, é aquela que acompanha as almas até a sepultura.


- Ologúnerè: Momento onde Oyá é feiticeira e caçadora, ligada a Ibeji e Ologúnèdé. Foi ela quem colheu o primeiro galho de Iroko que caiu e esculpiu o primeiro Ère (estátua de madeira feita a imagem do Orisá). Durante a guerra de Osún e Òbà, teria escondido Ologúnèdé e de presente recebeu um Ofá miraculoso de Odé Erinlè.


 - Bágan: Senhora da noite, foi cega pelo braseiro enquanto tentava roubar o fogo de Esú para levar a Sangò. Mora na mata escura e guia os espíritos dos encantados, dividindo o mundo dos mortos com Igbálè, ou seja, aqueles que não recebem honras após a passagem, são cuidas por ela. Tem profunda ligação com Odé Danadana, ela teria coberto ele de penas de gavião para esconde-lo dos inimigo. Usa marrom, branco e cada búzio em sua roupa representa um ancestral.  


- Petù: Ela divide o clarão do céu com Ayrá. Senhora da botânica e companheira de Osayn. Teria aprendido com Iyá Ijimú e Iyá Ominibú o mistério da lama primordial. Junto com Ayrá venceu muitas guerras. Carrega a Dojé (facão) para guerra e para colher ervas e raízes. (Por Babá Diego de Odé)


- Akodun: Oyá que seria a versão mais velha de Onira, teria ajudado Osogiyon a entrar no mundo dos ancestrais e a ele deu o àtorí, por esse motivo usa branco e rosa bem claro. É dela o vento que sopra nas plantações e ajuda a fertilizar a terra. Tem ligação com Orisá Okò.


- Iyá Ègbé ou (Iyá Mensan Orún): Mãe dos abikú (crianças que nascem para morrer), são raras as suas iniciadas. É dela o caruru, comida que fez com os retos de Sangò para alimentar os Ibeji. Representa a mãe que amamenta o recém-nascido no orún (céu). Nessa itán não aparece como dividida em nove como Mensan, mas que se dividiu, ou seja, deu a luz a nove filhos.

Com muito carinho,
Babá Diego de Odé 

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