quinta-feira, 31 de março de 2016

Mensagem do Dia


Orixá do Dia: Oxossi

O dono das matas e da prosperidade nos orienta a caminhar com cuidado quando o assunto é financeiro, pois as negociações e reuniões feitas no dia de hoje terá grande repercussão no futuro.
Renovação será a palavra de ordem do dia, ande com calma, mas não esteja fechado (a) ao novo. Busque seus objetivos com felicidade e não deixe de terminar o que começou.
No amor, é um bom dia para demonstrar seus sentimentos, não só pelo parceiro (a), mas pelos amigos e familiares. Na hora de dar um conselho, valorize os pontos positivos e não permita que as conversas negativas se estendam. 
Ritual do dia: Corte uma maçã vermelha em 6 pedaços, coloque em um pires de louça branca e enfeite com seis moedas douradas, louro e 16 grãos de arroz branco, ou feijão fradinho ou milho, e peça a Oxossi que a fartura entre no seu lar. Horário sugerido: das 18h00 às 22h00. Lugar de entrega, pé de uma árvore frondosa.
Muito asé,
Babá Diego de Odé - Diego Tavares
Consultor Espiritual & Babálorixá
11 4141-0167
consultoria.esp@outlook.com
Foto: Retirada da Internet

quarta-feira, 30 de março de 2016

Orixá do Dia: Oyá

A dona dos ventos e protetora da ancestralidade revela um dia bom para uma faxina psicológica. É hora de colocar para fora toda angústia, mágoa e desabafar, nada de guardar sentimentos negativos.
O Odú Obara propicia caminhos abertos para prosperidade, mas pede para guardar em segredos as possíveis mudanças nos rumos dos seus projetos pessoais. No amor, nada de perseguir o parceiro (a) com cobranças tolas, pois hoje é dia organização e fortalecimento dos laços afetivos.
Muito asé,
Babá Diego de Odé (Diego Tavares)
Consultor Espiritual & Babálorixá
11 4141-0167
consultoria.esp@outlook.com
Foto: Retirada da Internet

terça-feira, 22 de março de 2016

O Ritual da Morte no Candomblé

             
 A iniciação no Candomblé, Ibèrè, é simbolicamente uma morte para vida material e o nascimento para a vida espiritual. O noviço ganha um novo nome e uma nova identidade, com o objetivo de reforçar seus laços com o céu (orún) e é seus passos a partir desse momento que irão construir um novo futuro.

  A morte é vista pelos candomblecistas como uma passagem, porém os ritos fúnebres são complexos e exigem do sacerdote (babálorisá) grande preparo, pois são invocados forças primordiais. São elas: Esú (Orisá mensageiro), Iku (Orisá da Morte), Obatalá (Orisá da Vida), Oiá (Orisá que guia os Mortos) e Egungun (Orisá da Ancestralidade). Após o falecimento do omo-Orisá (filho de santo), são preparadas as comidas específicas deste momento (ebós), além da terra, que vai receber o corpo (ara).

Para isso, contamos com pessoas que possuem diferentes cargos em uma casa de santo. No caso da organização do rito fúnebre, precisamos do trabalho e asè do babálorisá (ou iyálorisá), iyálasé (ou babálasé), Ojé, Iyámoro, Iyádagan, Iyájibudá. É importante ressaltar que estes cargos são dados pelo orisá para que estas pessoas possam exercer funções de liderança, a fim de auxiliar o pai ou mãe da casa. Desta forma, elas respondem ao babálorisá, porém possuem posições de sacerdócio dentro da comunidade. Outro dado importante, é que em muitos casos os cargos podem ser recebidos por homens (Babás) e mulheres (Iyas), mas existem exceções nas quais as funções só podem ser realizadas pela energia feminina ou masculina.
            
Após o enterro, seguiremos mais sete dias nos quais a comunidade se reúne para entoar cantigas e rezas pela alma do irmão que retornou para a terra dos ancestrais, o Orún. Existe a obrigatoriedade do uso do branco, pois significa a eternidade e igualdade, símbolos fortes e fundamentais do Candomblé. A cor preta não possui um significado negativo, apenas representa a terra; desta maneira, se o objetivo de todos os atos religiosos é a alma se voltar para o orún, pois na terra seu papel já foi cumprido e agora começa um novo ciclo, os iniciados na religião devem evitar o uso desta e de outra cor em suas vestimentas.

A morte em nossa religião, como já dito, possui um caráter cíclico. Desta maneira, ela pode também ser considerada um renascimento, pois Ikú e Obatalá estão presentes em ambos os momentos. Conceito que reforça ainda mais o uso do branco, pois é o renascimento do Omo Orisá para o orún e todo nascimento é celebrado com a cor de Oxalá. Retornar para a terra dos ancestrais, para os candomblecistas, não significa aguardar o momento de voltar para uma vida na terra (aye), pois não cultuamos o conceito de vidas pregressas.
          
  O Povo de Santo, como é popularmente chamado os adeptos da religião, acredita que viemos de uma “lama primordial”, que é resultado dos que nasceram e morrem antes de nós. Por este motivo, cada um tem a missão de resgatar dificuldades (como por exemplo os defeitos pessoais) e evoluir aquilo que trazemos de bom desta lama (qualidades), para quando retornarmos e de nossa “lama” forem criados novos seres humanos, eles sejam melhores, mais evoluídos e com menor quantidade de resgates. Desta maneira, a principal responsabilidade de uma pessoa iniciada para o Orisá é a de devolver à terra uma lama que possa formar melhores indivíduos.


Babá Diego de Odé




[1] Texto escrito por Diego Guimarães, estudioso de religiões Africanas e babalorisá do Egbe L’ajó, casa de candomblé da nação Ketu, com sua sede fundada na cidade de Itapevi – SP no ano de 1964, pela Iyalorisá Minervina de Ogun.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Atendimentos com Jogo de Búzios - Europa

Do dia 25 de abril até o dia 10 de maio de 2016, estarei viajando por Portugal, Espanha e França, atendendo como Jogo de Búzios.
Aos interessados, favor mandar mensagem para terradosorixas@hotmail.com.

Levar a Fé, por onde quer eu vá, essa é a minha missão!

Repensar: O Sacrifício

Eu sempre defendi os dogmas de nossa religião, acredito no Candomblé e não é porque o culto de Orisá sofreu diversas adaptações da África até os dias de hoje, que a memória e o poder das divindades se perderam, ao contrário, somos um povo de resistência que mesmo com todos os problemas sociais, lutou para preservar viva a memória de seus ancestrais, porém, estamos em um momento de repensar alguns pontos e o sacrifício de animais é um deles.
Assunto polêmico e que foi tantas vezes defendido e atacado, e o que deve ser discutido não é se pode ou não, mas a responsabilidade de um ato tão importante para nós. Diariamente atendo muitas pessoas iniciadas no Candomblé, independente da nação, noto em muitos casos, a banalização do processo de “orò”, como chamamos, teria nossos Orisás essa necessidade tão grande de “ejé” ou apenas seguimos um costume? Será que por falta de conhecimento, ainda associamos quantidade ou qualidade? Com a riqueza de materiais que hoje temos, não haveria uma forma de substituir energeticamente uma parte desse “ejé” que é derramado? São perguntas, que no meu ponto de vista, poderiam ser levadas em consideração na hora de uma iniciação ou obrigação.
Uma frase que sempre ouvi foi:
“No Candomblé nada se inventa, mas o Tempo caminha com a Sabedoria e certamente ele levará nosso culto a evoluir e se adaptar a cada geração, preservando o que é verdadeiro, sem esquecer nossas raízes.”
Respeito a opinião dos tradicionais, mas vale lembrar que até sessenta anos atrás, iniciar uma pessoa branca, um europeu ou oriental no Candomblé, seria motivo para chacota na comunidade do povo de santo. Há cem anos, o Orisá Iyèwá era conhecido, mas os antigos diziam não ser iniciada em ninguém, há pouco mais de cinquenta anos, relatos contam que Òbà se manifestava raramente em suas iniciadas. Hoje, tudo isso mudou, o nosso culto passou por um processo de “re-africanização” e somos uma religião forte, com todos os problemas sociais, pois herdamos uma religião de negros e moramos em um dos últimos países a abolir a escravatura.
Reforço que reconheço e acredito no valor que tem o “ejé”, assim como a vida que há em cada folha, cada grão ou qualquer outro ser vivo, mas estamos aqui para preservar e no que depender de mim, nada será retirado da Natureza, sem que haja realmente a necessidade, hoje alguns podem dizer que tocar nesse assunto é errado ou que o meu ponto de vista é “moderninho” demais, mas olho para o futuro, vejo a degradação do nosso planeta e a única coisa que eu posso fazer é tentar todos os dias, ser um morador melhor da Terra.
Orisá é natureza, é vivo em cada gota de água, em cada raio de sol e devemos cuidar de cada ser vivo, pois nele, mora um grão de areia de Olorun.

Muito Asé,
Babá Diego de Odé

segunda-feira, 14 de março de 2016

Nossos Cargos - Egbé L'ajò

Nome: Mãe Sônia de Jagún 
Cargo: Iyádagán
Iniciada: Em 2008
Mãe Soninha, como é carinhosamente chamada é uma dedicada filha que cuida com carinho de todos, além de assumir o ato cargo de Iyádagán, também zela diariamente da casa do Orisá, se dividindo entre trabalho e casa de Candomblé.
Superação é a palavra que define essa filha, pois mesmo com todos os obstáculos sempre foi um exemplo de respeito e comprometimento.
Sou um privilegiado de tê-la como filha!

terça-feira, 8 de março de 2016

Vida no Orixá

Quem nasce com a missão de louvar Orisá tem que estar preparado para assumir responsabilidade perante os homens e os deuses, não tem como ser do Candomblé e levar uma vida “mais ou menos”, precisamos ter postura, acreditar no que pregamos e perante uma provação, sermos fortes, só assim construiremos uma vida exemplar, não é fácil, eu sei, mas temos que tentar, só assim saberemos lidar com as nossas fraquezas e potencialidades.
Se o seu Orisá te escolheu é porque você é especial, é único e pode mudar positivamente a sociedade, seja sendo uma dona de casa e educando bem seus filhos, seja um empresário que se preocupa com as questões ambientalistas, dentro de cada eledá há uma jóia a ser lapidada.
Aprendi que a caminhada de quem carrega mágoa é muito pesada, perdoar os outros e a si mesmo, ajuda na missão de vim e ser feliz, para retornar ao orún uma pessoa melhor, afinal tudo isso é passageiro, o que se eterniza são as suas ações, por isso, abrace, sinta, chore, ria, VIVA!
Desejo a todos um excelente dia e que Olorun.
Babá Diego de Odé
11 4141-0167
11 96617-8726
terradosorixas@hotmail.com
terradosorixas.blogspot.com.br
‪#‎babadiegodeode‬ ‪#‎egbelajo‬

quinta-feira, 3 de março de 2016

Candomblé de Ogún - 2016

No dia 27 de Fevereiro de 2016, com início às 19h00, aconteceu o Candomblé em homenagem ao Orisá Ogún e também iniciações e obrigações.

Realização: Ilè Asé Egbé L'ajò

Idealizador: Babá Diego de Odé - https://www.facebook.com/baba.d.ode/?fref=ts

Fotos: Tomas White 

Lembracinhas: Cheiros e Mimos

Roupas: Crioula Fashion - Moda Afro, Sofia Magia Ivan e William Oliveira 

Aparamentas: Márcio Paramentas de Orixás, Ogan Odair Paramentas De Arame

Materiais de Axé: Tudo Para Orixá 










Buscar no Orisá a força para recomeçar

Durante a vida vamos passando por momentos onde nada tem explicação, são crises que vem como tempestades que param ...