sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Ser Pai

Não cabe a mim julgar o passado de um filho, não cabe a mim mudar sua essência nem questionam sua conduta antes de chegar a minha casa, afinal existem forças nesse universo que tem esse papel de juiz. 
Por isso, zeladores e zeladoras, amem seus filhos como eles são, quem tem poder de transformar é o Orisá, mas alerto, não aceite falta de índole, não aceite fofoca nem mentiras, pois isso não é gênio, isso é desvio de caráter e pode prejudicar a Egbé. 
Seja como for, use o amor e a fé e não haverá erro, apenas decepções passageiras que logo são curadas pelo Asé.
Pensem nisso.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Série Orixás: Esú

Acredito que entre todos os Orisás, o mais conhecido é Esú, isso porque se popularizou ao ser associado ao demônio cristão e por muito tempo nos escondemos por medo, atrás de tridentes e chifres, mas que mal há em um garfo ou melhor, um rastelo? Na minha visão é apenas uma ferramenta para o cultivo da terra. Que mal há em chifres? Os animais não os tem? Seria eles seres demoníacos? Santa ignorância.
Pois bem, assim ensina Esú que a maldade está no olhar e não no próprio símbolo. Nossa educação hipócrita torna tudo que é prazeroso e divertido em pecados, quando na verdade “pecado” não é a ação e sim o excesso dela, são as crenças que tornam fiéis em fanáticos, é amor que se transforma em ódio, é a inveja e as mentiras que usamos para esconde-la.
Esú é o portador das necessidades e anseios do homem, é o êxtase, é um eterno mutante e as muitas razões de uma única existência.
- Esú – 
Movimento Evolutivo da Humanidade

Sem Esú não há movimento, não há vida e nem há morte
Mensageiro é testemunha dos erros e acertos da humanidade
Pai de todas as línguas 
É paixão, é atração, é beleza

Esú inspira a arte
Esú abre os caminhos
Esú acorda o medo
Esú que destrói o silêncio

Sem Esú não há o questionamento, não há começo e nem há fim 
Portador do mistério que vive em cada um de nós
Senhor de todas as cores
É amigo, é parceiro, é evolução

Esú que não conhece a verdade
Esú abre portas
Esú acorda o saber
Esú que destrói a ordem

É o primeiro passo
É a primeira palavra
É o novo olhar
É uma nova direção 
Esú, vento, terra e emoção.

- Babá Diego de Odé –
Telefone: 11 4141-1067
WhatsaApp: 11 9 6617-8726
E-mail: terradosorixas@hotmail.com

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Esú, Ogún, Odé e Osanyin – União que preserva a evolução

Muitas das itan (lendas) que li durante toda minha vida, tentavam explicar o motivo dos Orisás, Esú, Ogún, Odé e Osanyin serem cultuados juntos e após muita discussão e reflexão, cheguei a uma conclusão que gostaria de dividir com vocês, pessoas que me seguem e me carinhosamente me mandam mensagens para esclarecer dúvidas ou dividir suas histórias.
Esú é o principio da individualidade, sem ele não haveria impulsos, não haveria a vontade ou ao menos saberíamos que estamos vivos, no meu ponto de vista, ele é o primeiro passo. Ogún é o Orisá que dá subsídios para a vida, ou seja, o trabalho, a moradia, as ferramentas para o cultivo da terra e os meios para isso e seu irmão querido, Odé, senhor da caça e da abonança, faz o trabalho do homem valer a pena, trazendo a prosperidade que só é mantida porque adquirimos durante todo esse longo percurso, a experiência que tem como seu patrono, o Orisá Osanyin, senhor das folhas, aquele que guarda em sua cabaça a essência da cura e também o conhecimento ancestral.
A ligação que esses quatros Orisás tem é claramente o que mantem a evolução no planeta, o Impulso, o Trabalho, a Vontade de Prosperar e a Sabedoria, sem esses fatores, estaríamos até hoje nas cavernas, por isso a importância de cultuá-los em comunhão, sendo em seus assentamentos, em suas cantigas ou em seus atos secretos ou públicos, para não esquecermos o valor que tem, o plantar para colher.
Muito axé,

A Porta da Rua é Serventia da Casa!


Essa é a primeira frase que vem a nossa cabeça quando alguém que temos um relacionamento seja qual for, conjugue, filho de santo, funcionário, cliente ou aluno, nos questiona ou reclama de algo, mas você já pensou no impacto dessa expressão? Então vamos refletir e não se culpe, é natural da sociedade atual, onde tudo que cada vez se torna mais descartável. 
Primeiramente, o outro já sabe disso, por isso, ela é só demonstra que você está transferindo a responsabilidade e suas fraquezas para o outro e em segundo lugar, se uma pessoa te questiona ou reclama é porque tem o mínimo de consideração por você, afinal, quem quer ir embora não fica dando explicações, vai e pronto. Pense no lado positivo, se está sendo exposto um problema é para que você tenha a oportunidade de argumentar e mostrar seu ponto de vista, agora se não há mais caminhos, se a convivência ficou difícil, ponto final e segue a estrada, sem brigas desnecessárias nem ofensas.
Pense também no impacto que o seu “Não está feliz? Pega suas coisas e vai embora!” tem nas pessoas que estão em sua volta e te ouvem falar assim, naqueles que te enxergam como um líder, um amor ou um mestre. Pessoas são complexas, cada Orí é único, assim como todas as pessoas que passaram ou passarão por sua vida, existe um motivo para os encontros e reencontros que Olorun nos permite. Estamos em uma realidade (aiyè) de resgate e ele só é possível pela dor, pelos problemas e obstáculos, que devem ser resolvidos e sarados para que possamos passar para a próxima etapa e sermos mais felizes, se prender demais a eles, te farão uma pessoa amarga e negativa.
Viva bem, não para os outros, mas para si mesmo. Seja positivo e encare seus problemas de frente, na maioria das vezes, eles são bem menores quando olhados de perto.

Testemunho de Fé e Agradecimento

Em janeiro de 2016 tivemos um grande Candomblé de Osalá, com muitas obrigações e a casa ficou pequena para receber todos os filhos e amig...