segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Olhar pelos olhos do outro

Boa tarde a todos amigos e seguidores,
Após um dia e meio de descanso, volto as minhas atividades, aos atendimentos e etc, e é muito bom tirar alguns momentos para refletir e colocar os planos, metas e pensamentos no lugar, pois lidar com pessoas é uma tarefa prazerosa, mas que se não houver uma boa administração do tempo, acaba sendo estressante, cada um tem uma história, cada um tem uma forma de olhar o mundo e esse é o desafio de um zelador de Orixá, enxergar pelo outro.
Se me perguntar se eu acredito em destino, a minha resposta certamente será “mais ou menos”, aliás bem pra menos, pois se o destino fosse uma certeza imutável, para que eu realizaríamos consultas com o jogo de búzios e faríamos ebós? Eu acredito sim que existem energias que acabam te direcionando, assim como a força do Orixá, dos Odús e dos Ancestrais que influenciam as nossas vidas, mas temos escolha, podemos correr atrás do prejuízo e positivar ou minimizar uma situação que nos negative ou que os nossos esforços não conseguem alcançar, tudo, claro com bom senso.
Me esforço diariamente para ajudar as pessoas a superarem seus medos e enxergar nelas o que há de melhor, com isso lido também com o lado mais negativo e profundo da alma humana e aprendi que a maioria de nós não sabe lidar com os sentimentos ruins e acabam dando tanta crença ao negativo que o lado bom fica quase imperceptível e aí que mora o problema, pois isso eu posso reafirmar com certeza, ninguém é totalmente bom nem inteiramente ruim, por essa razão que guardo o que é foi ou é positivo e esqueço o que é ruim ou que me desmotiva a continuar como zelador.
Pontos nos “is”, mágoas esquecidas e rancor controlado! Sigo minha vida, um dia após o outro, vivendo muitas histórias e principalmente tendo fé que existe um deus maior que nos colocou aos cuidados dos Orixás e eles nunca nos abandonam.
Muito axé e uma ótima semana!

Comunicado Importante:

Comunico,
Que nesse Novembro/2014 que acabou a pouco, também encerrou o nosso calendário de festas públicas desse ano, sendo que para finalizar as reformas que começam em junho, tivemos que ajustar as datas para Fevereiro/2015.
Continuaremos nas funções de iniciação e obrigações, porém serão realizadas internamente. Essa foi uma decisão de todos os filhos do Egbé L’ajò, pois acreditamos que o Orixá merece o melhor, assim como quem sai do conforto de suas casas para prestigiar os nossos eventos e para isso a casa tem que está em ordem.
Como Oyá havia previsto esse foi um ano de tempestades, mas também de muitos nascimentos para a religião, até agora foram mais de quinze iniciações e diversas comemorações e nos sentimos orgulhosos, pois nos mantivemos unidos, fortes e aguardamos 2015 ainda mais feliz, harmonioso e de axé.
Agradeço o carinho de todos!
Babá Diego de Odé

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Perfil do Babalorixá Diego de Odé


Histórico Espiritual



Sua mãe a Iyálorixá Rose de Oxum estava grávida de cinco meses, quando se iniciou no Candomblé, sendo Babá Diego de Odé, conforme os preceitos da religião, um abiasé (criança que nasce iniciada, com axé). Aos seus 11 anos após sofrer uma queda no Pico do Jaraguá, que quase o levou a morte, teve que dar continuidade a suas obrigações. No ano de 2006 iniciou seu primeiro iyáwò e se tornou babálorisá do Ilè Asé Egbé L'ajò. 



Frases mais famosas

“A hierarquia tem que existir para ajudar e não para humilhar”

“Crescer como pessoa, deve vim antes de qualquer coisa, pois se eu tirar meu torço e meu filho de conta, eu sei que ainda sou alguém”

“A tradição tem a experiência e a juventude tem a força para carrega-la, para mim essa é a união perfeita”


Casa de Axé - Ilè Asé Egbé L'ajò


Fundado em 1964 pela Iyálorixá Minervina de Ogún (Pernambuco -1927. São Paulo – 2000) da nação Egbá-Nagô(Penambuco -1927. São Paulo – 2000), após sua morte, a casa de asé começa a seguir os preceitos da nação Ketu. 

Endereço: Rua José Rodrigues do Nascimento, 97 – Jardim Dona Elvira. Itapevi –SP. CEP: 06693-230.



Projetos e Premiações


Projeto Olowò (2010) – Conscientização e Estudo do Candomblé


Projeto Adè (2010) – Oficina de artesanato e aparamentas de Candomblé.


Projeto Igbò (2011 -2013) – Limpeza das áreas afetadas pela poluição gerada pelas religiões de matriz africana.


Prêmio Babálorixá Revelação de 2013 (2014) - Axé in Foco - SP.


Contato

Telefone: 11 4141-0167

WhatsApp: 11 96617-8726

- E-mail: terradosorixas@hotmail.com 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Nós zeladores de Orixá, também erramos!

O papel que um Zelador de Orixá assume perante a sociedade é de orientador e a nossa responsabilidade é ajudar os omo-Orixás a evoluírem espiritualmente e é claro que isso irá refletir em todos os outros campos da vida. Para tratar desse assunto, vou expor a minha opinião e a minha experiência dentro do culto à Orixá.
Nós zeladores também erramos! Esse é um ponto que deve ficar claro, como bons terrestres corremos o risco de deixar algo passar, de não conseguir interpretar a vontade do divino ou de sermos omissos a vontade do orún (céu), porém mesmo sabendo disso, precisamos estar atentos o tempo todo e nos policiar, pois é a vida de uma pessoa que está em nossas mãos. Então, Pai de Santo pode ter a vida que quiser? NÃO! Somos exemplos para nossos filhos e para nossa família de axé, se divertir socialmente não faz mal a ninguém, mas se já é difícil liderar uma casa de santo tendo uma vida regrada, imagina vivendo uma “vida louca”?
Eu mesmo posso dizer que muitas vezes fui injusto, pela vaidade de apenas ver um lado da situação ou por medo da ingratidão, ao primeiro sinal da mesma, já virei as costas para amigos e filhos, contudo na vida, vamos aprendendo e não só com os nossos erros, como os dos nossos pais. Essa politica do líder está sempre certo é passado, pois vivemos em uma comunidade onde cada um tem seu papel e consequentemente uma opinião, essa que pode ser de grande valia. Vale também destacar a questão da “atenção”, ou seja, você faz seu santo e recebe a maior atenção, depois nem atender você o zelador pode, um erro muito comum, isso porque nós zeladores achamos que já fizemos a nossa parte, agora o filho que caminhe com as próprias pernas, mas me digam, como um iyáwò que nasceu agora pode andar com as próprias pernas e encontrar sozinho as respostas para o tanto de questões que surgem no período de aprendizado no candomblé?
São essas e tantas outras coisas que podem causar os “erros espirituais”, pois vejo que na maioria dos problemas que surgem, não é o fundamento religioso que falta e sim a atenção e respeito à divindade e principalmente ao ory daquele filho, e aos irmãos zeladores que estão lendo esse texto, eu lhes digo, não é feio admitir um erro, você não estará se rebaixando, quem conhece axé sabe, que somos eternos aprendizes e reconhecer os pontos onde falhamos, nos ajuda e muito a sermos melhores amanhã e cumprimos de maneira plena esse eledá tão especial que é ser babálorixá.
Uma grande abraço e gostaria de ressaltar que esse texto é voltado aos puros de coração que entraram no Orixá por amor e se decepcionaram, pessoas que passaram uma vida toda seguindo babálorixás que só se faziam presentes para exigir, mas que pouco ensinava ou pouco prestava atenção. Vocês podem ter certeza, o Orixá está foi testemunha de tudo e cobrará cada lágrima que você derramou e com certeza, vai entender o fato de você procurar uma outra direção.
Muito axé e até mais!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Postura de Um Iniciado no Candomblé


Entre todos os assuntos que possamos abordar sobre o Candomblé, um dos mais complicados é a questão da postura dos iniciados após sua iniciação, como eles devem se comportar no cotidiano e o que eu vou escrever a seguir, é o que eu passo para os eleguns (iniciados) no Egbé L’ajò.


A iniciação, seja em qual for a religião, é um momento de resgate e também um reinicio, por isso precisamos repensar nossas atitudes perante a vida e a Deus, ser do Orixá é viver em constante evolução, mas é impossível conseguir progresso na vida, sem que haja ordem, então, desenvolva responsabilidade e compromisso com seu Orixá e isso com certeza irá refletir em sua vida. 

O mundo lá fora não está fácil e para quem acabou de sair do quarto de santo, tudo parece ainda mais estranho, nesses primeiros passos é preciso de orientação, amor e muito diálogo. De verdade, não se preocupe com a opinião alheia, pare de dá atenção a bobagens e às criticas destrutivas, você não pode esperar que sua vida ganhe importância, se sua atenção está voltada a besteiras ou a pessoas que só querem te colocar para baixo. Assuma as rédeas da sua vida, você é “feito(a)” e merece tudo de melhor que a vida possa lhe oferecer, mas para colher, terá que plantar e quem é de axé sabe que na nossa horta, os frutos nascem mais rápidos e muito mais doces, pelo menos sempre foi assim em minha vida. 

E finalmente, cuidado com o que você expõe da sua vida, ficar se lamentando nas redes sociais não vai resolver nada, aliás até piora, pois você alimenta ainda mais o negativo que tanto atrapalha as pessoas que buscam luz.

Força povo bom! O Orixá quer ver a sua vitória e não aceita que você desista de você mesmo.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Glamour no Candomblé – O que é certo ou errado?

Vejo que quando o assunto é o que se deve ou não usar de roupas e adornos em nossos rituais, as opiniões são bem divididas, há quem defenda que se deve usar muito brilho, paetês e pedrarias, já outros dizem que o Orixá é simplicidade e que precisamos seguir os “moldes africanos”. Eu sigo do principio que devemos oferecer sempre o melhor ao nosso Orixá, e quando digo melhor, não quero dizer maior ou mais escandaloso, pois acredito que como todas as religiões, devemos nos ajustar ao tempo e ao espaço em que vivemos, não foi isso que os nossos antepassados fizeram quando vieram da África? 


Entretanto, há de se ter bom senso, existe uma liturgia e costumes ancestrais, que nos guiam e que devem ser consideradas na hora de se vestir ou adornar seu Orixá, para não o colocar em ridículo e carnavalizar nossa crença, correndo o risco de descaracterizar os nossos dogmas. Mas voltando ao ponto do “moldes africanos” ou movimento de “reafricanização”, como alguns preferem chamar, fico pensando, se somos uma união de tribos africanas, qual devemos seguir ou nos basear? Se somos de nação Ketu, seria então os povos iorubas, mas sabendo que esses povo sofreu intensa influência muçulmana, não estaríamos mais uma vez reféns de outra doutrina, a exemplo da já “superado” sincretismo católico que tanto marcou o candomblé?.



É importante pensar primeiramente na situação financeira desse omo-Orixá, pois muitos deixam de comer para ostentar, comprando roupas luxuosas que não são condizentes com sua vida, concordo que deve existir um padrão a ser seguido, afinal seguimos uma doutrina, mas não podemos deixar os filhos dos Orixás serem massacrados pelo consumismo exacerbado que invade a nossa religião, pois se pano fosse sinônimo de axé, procuraríamos um dono de confecção e não um babálorixá para nos cuidarmos.


Pensem nisso e lembrem-se que a Fé está em nossas vidas para nos guiar e nos proteger.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Iniciação na Umbanda tem validade no Candomblé?


Essa é uma das maiores indagações da sociedade do Candomblé e uma das perguntas mais frequentes que recebo através do site e blog. É um assunto polêmico, como tudo que envolve regras em nossa religião, pois somos resultado de uma mistura de povos, culturas e querendo ou não, uma nação afrodescendente influenciou a outra, formando assim um conjunto de costumes religiosos que são passados ainda oralmente.


A Umbanda é geralmente a porta de entrada para que muitos conheçam o Orixá e mediante a necessidade ou curiosidade, muitos migram para o Candomblé e é então que surge a dúvida, os anos de permanência na Umbanda, valem para o Candomblé? 

Nesse caso precisamos ter bom senso e analisar bem a situação, hoje existem casas de Umbanda onde o Babálorixá (ou Iyálorixá) é iniciado no Candomblé (Ketu, Angola, Jejè, Egbá, Efon...) e transmite aos seus filhos o que recebeu, obviamente com a influência da doutrina que pratica. Vamos supor que um filho dessa casa decidi ir para uma casa de Candomblé, ele vai sentar perante ao Merindilogun (jogo de búzios) e o Babálorixá terá que perguntar aos Orixás se essa pessoa é ou não vinculada ao seu Orixá e se os fundamentos pelos quais ela passou foi ou não aceitos dentro da nação que ele é. A partir desse momento Ifá irá orientar no que deve ser feito, iniciação ou obrigação.

Devemos ser criteriosos, não por desconfiar ou menosprezar a Umbanda e sim para respeitamos os nossos dogmas, entretanto a vontade do Orixá é a nossa lei e ela precisa ser respeitada acima de qualquer coisa. Há muitos babálorixás que não levam a determinação do Orixá em consideração e por medo do que os outros vão falar, iniciam novamente pessoas vindas de outras nações, que acabam tendo suas vidas totalmente prejudicadas, pois o Orixá foi magoado e seu axé desprezado.

Fica apresentada a minha opinião sobre o assunto e reforço que não há verdade absoluta no campo religioso, cada caso é um caso, cada situação precisa ser vista e revista, pois precisamos pensar no bem estar desses omo-Orixás, são vidas, são seres humanos e acima de tudo são cabeças escolhidas pelo que há de mais sagrado em nossa crença, o Orixá.

Uma ótima quinta e que o Caçador não deixe faltar abonança nem paz em seus lares.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Orixá Exú - O Dono do Comércio


Sendo o primeiro Orixá a ser cultuado, Exú é o mensageiro, ele é a ponte entre os dois mundos, o ayè (terra) e o orún (céu) e isso é representado mediante a cabaça que hora é usada inteira representando essa união, hora quebrada, como símbolo de desprendimento, pois Exú é aquele que não se prende, não se domina. Seu símbolo também é pênis ereto, símbolo da fertilidade e geralmente apresentado adornado de búzios, que dentro da simbologia ioruba é o sémen, liquido sagrado que conduz o fruto da vida. 


Exú é o dono do comércio, da troca, assim é sua relação com os homens, para que as oferendas sejam devidamente entregues a cada Orixá, antes Exú precisa receber as suas. De gosto variado, o Senhor dos Caminhos recebe toda comida e até mesmo o ebò (canjica branca cozida), que é de Oxalufã, seu contra-ponto, lhe é dada com os devidos atos. O trecho abaixo, retirado de um oriki, demonstra a relação de escambo com Exú.

"A kìì lówó láì mú ti Èsù kúrò,
Quem tem dinheiro, reserva para Exú a sua parte,
A kìì lóyò láì mú ti Èsù kúrò,
Quem tem felicidade, reserva para Exú a sua parte.
Asòntún se òsì láì ní ítijú".

Como Orixá da pluralidade, Exú recebe vários nomes, sendo Osétùrá, Òdàra, Àkesán alguns deles, cada um tem sua forma de ser cultuado, isso devido ao fato de que segundo uma itàn, Exú teria sido divido em vários fragmentos por seu pai e cada pedaço caiu em uma tribo, por isso ele é considerado o guardião. 

Para quem é empresário ou trabalha na área comercial, busque a ajuda do Orixá Exú para abrir seus caminho e te trazer clientes, obviamente com as devidas oferendas e em um lugar sério, você terá bons resultados.

Muito axé a todos!

Babá Diego de Odé
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Reflexão do Dia dos Pais


A figura de Pai, sempre foi muito importante na minha vida, tenho um pai carnal maravilhoso, que me criou com muito carinho, durante um tempo em minha vida, ele esteve distante, não por vontade dele, mas pelo meu egoísmo em achar que o que eu escolhi para minha vida, não iria condizer com aquilo que ele esperava de mim, infeliz decisão, pois hoje somos grandes amigos. 


Em outro momento a figura de pai foi fundamental, quando eu perdi minha bisavó, que também era minha Iyálorixá, Olorun como sempre, não me deixou desamparado, e me colocou no colo de uma Oxum e seu filho Pai Toninho de Oxum, cuidou de mim, até a maioridade, literalmente, zelou por mim e pelo meu Orixá, e serei sempre grato, por obra do destino, acabei seguindo outros caminhos e era a hora de mudanças, então encontrei o Pai Toninho de Xangô, que arriou minha obrigação de odú ejè, um dos momentos mais especiais da minha vida, muitos dizem que foi para a casa dele, para ter nome e status, mas aqueles que estavam do meu lado sabem, que não foi por isso e sim por ele ter uma história de vida, muito próxima a minha, pois veio de Egbá, assim como minha bisavó, era de Pernambuco e enfrentou muitas dificuldades e preconceito, assim como eu. Hoje mesmo não estando mais frequentando o axé, gostaria de deixar aqui os meus sinceros agradecimentos, por ele ter me dado caminhos e dizer que mesmo não estando mais perto, o amor e o respeito continuam.

Agradeço aos meus pais, Ed Joel, Pai Toninho de Oxum e Pai Toninho de Xangô, por terem me carregado no colo, e me feito uma pessoa melhor. Aproveito para agradecer também os meus filhos que organizaram no sábado passado um jantar maravilhoso em minha homenagem, vocês são maravilhosos!

Muito axé e que essa semana uma semana de muitas realizações!

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Cumprir o Preceito

Após o orunkó (nome), o iyawò (o iniciado), na maioria das vezes, segue para cumprir o preceito em sua casa e é dado a ele uma série de proibições, onde cada uma tem um sentido e é muito importante que o iniciado siga a risca todas as determinações , pois são preceitos centenários e que vão ser decisivos para o crescimento espiritual do omo-Orixá.


O contato com esse novo mundo, muitas vezes será estranho e até se acostumar com a filosofia de vida do Orixá, você precisará se esforçar muito, tanto para criar o hábito quanto para não esquecer de cada instrução que foi passada pelos mais velhos, mas o que importa realmente para seu Orixá é sua determinação, coragem e amor com que realiza cada paó, cada banho de “canequinha”, cada vez que você cobre a cabeça e coloca seus adornos e assim por diante.

Esse período passa rápido e como zelador eu digo, vale muito a pena fazer tudo direitinho, pois ser do Orixá é maravilhoso e cada sacrifício, cada privação constrói um futuro melhor, mais saudável e muito mais feliz. Cada um fazendo sua parte, não tem porque sua vida não dar certo e você não crescer, pois o Orixá quer ver sua vitória!

Um ótimo dia e que Xangô nos proteja da calúnia e das más línguas.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O Poder do Compromisso no Candomblé

Há muito tempo venho observado um problema comum no candomblé, que é quanto ao compromisso, muita gente se inicia na religião com muito fervor e empolgação e em meses perdem o interesse e gosto pela casa de axé e porque isso acontece? Que fé é essa que desaparece ao primeiro obstáculo?.


Em primeiro lugar devemos observar o motivo que levou esse filho até o candomblé, será que ele se iniciou para resolver um problema pontual ou para carregar a religião para toda sua vida? Levando em consideração que seja para resolver apenas uma situação, ele com certeza terá uma crise já no primeiro ano de iniciado, pois com o passar do tempo, verá que o Orixá é muito mais que um “resolvedor de problemas”, ele é um pai, um amigo, o nosso intermediador perante a Olorun e se algo está errado em nossas vidas, ele vai corrigir, vai transformar e isso nem sempre vai ser fácil.

Para aqueles que se iniciaram por amor, cumpram bem seu preceito, faça tudo o que foi recomendado, pois todo seu sacrifício será recompensado em axé. Aquele que louva o Orixá com dedicação, pode em qualquer momento da vida, colocar a cabeça no chão e pedir a intervenção divina e certamente será ouvido. Não vá a sua casa de santo para buscar fofocas e confusões, viva o axé e não o ajé, não alimente o negativo, pois é isso que pode atrapalha sua vida e coloca obstáculos desnecessários na sua estrada, além de perder o respeito e atenção do seu babálorixá, lembre-se que ninguém vai querer ajudar quem não quer ser ajudado ou pessoas sem compromisso.

Não seja mais um na casa de axé!

Babá Diego de Odé
Consultor Espiritual
11 4141-0167

terça-feira, 1 de julho de 2014

Iyawò também tem seus direitos!


O iniciado ao Orixá precisa ter em mente que o candomblé é uma religião apoiada na hierarquia e como uma comunidade religiosa terá seu código de conduta, seus direitos e deveres, porém vejo que tais regras estão ao longo do tempo, deturpadas pelas mãos de pessoas despreparadas que aplicam suas próprias leis em nome do Orixá. O candomblé tem fundamentos e explicações para tudo que se é feito ou imposto, não precisamos “criar” ou modificar o culto, basta colocar em prática o que nos é passado, obviamente com bom senso. 


O Iyawò antes de pertencer ao egbé, é um cidadão e acima de tudo, um ser humano e merece ser respeitado, preparado e orientado. A casa de axé que usa de violência ou invoca energias negativas para conduzir seus filhos, estará fadada ao esquecimento dos homens e dos deuses, pois o poder da fé está em modificar o homem pelo bem e não pelo medo ou pela dor. Eu atendo muitas pessoas com trinta, quarenta e até cinquenta anos de iniciados que se afastaram da religião por ver atitudes imprudentes e infundadas e que hoje, graças a Olorun, estão voltando às casas de Orixá, por notarem que a consciência está mudando para melhor.

O noviço terá sete anos para alcançar a maioridade espiritual, tomando suas obrigações de um, três e sete anos, entretanto, não é apenas ir ao axé para cumprir seus aniversários, o iyawò precisa participar da casa do seu Orixá, vivência todas etapas evolutivas para realmente alcançar a posição de egbomy. Seja qual for sua nação, não existe fé sem sacrifício e dedicação, se é para seguir por seguir, então é melhor você nem entrar no candomblé, pois o que transforma sua vida é seu comprometimento e atitudes.

Você iyawò, não aceite abusos de nenhum tipo, busque estar em dia com sua casa, contribua, ajude, lute por sua fé e viva plenamente o candomblé. E quando alguém te chamar de iyawò de forma pejorativa, diga:

“Sou Iyawò sim, com muito orgulho, pois eu tenho idade, mas o que eu carrego, o meu Orixá, NÃO!”

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Iyamí Oxorongá – Guardiãs da Vida e da Morte

Desde muito pequeno ouço falar e praticar o culto as Mães Ancestrais, mas na última década vem acontecendo um movimento que chamo de “Iyámania”, ou seja, tudo é culpa de Iyá, todo mundo joga nas Eleyés a responsabilidade das infelicidades da vida e isso é um grave erro, pois elas possuem características maravilhosas que estão sendo esquecidas e nesse texto eu busco desmistificar essa imagem de “bruxa medieval” com berruga na ponta do nariz e que fica o tempo todo conspirando contra a humanidade. Meu ato de dissertar sobre o assunto se deve também a ligação que Erinlè, meu pai, tem com a ancestralidade feminina, pois é filho de uma Iyá, Iyá Apaoká, aquela que mora na jaqueira.


Iyámi Oxorongá é uma divindade suprema, ou seja, uma irunmolé e representa o principio coletivo feminino e na nossa religião tem a função de catalisadora do poder divino que une todas as mulheres e zela pela hierarquia e guarda a vida e a morte, pois ao contrário dos homens que após sua morte, são venerados individualmente no culto à Egun, as mulheres agrupam-se em um só axé que é protegido por Iyámi Oxorongá.

Entretanto, lidar com tal energia exige conhecimento, postura digna e respeitosa e é tarefa sempre da mais velha da casa cuidar de seus objetos sagrados que ficam sempre na frente da casa de axé, protegendo e zelando pela ordem social e harmonia, essa é a razão que em toda grande festividade, ela recebe presentes e oferendas. Os antigos dizem que por sua ligação com Oxum, Orixá que representa a gestação e o sangue menstrual, não se cultua uma sem se cultuar a outra. 

Um aviso importante é que, independente de que nação sejamos, devemos sim prestar homenagens aos nossos ancestrais, porém se você não tiver o conhecimento teórico e prático para isso, busque-o antes de sair por aí fazendo ebós e cultuando-os, lembre-se que entrar no mundo dos mortos é uma grande responsabilidade e como tal, exige dedicação e preparo, ou então o que é bom, pode sim se tornar nocivo e não invoque as Mães para prejudicar o outro, elas podem até ouvir seus pedidos, por querer te proteger, mas você atrairá os olhos delas para sua vida e vai ser julgado a cada passo certo ou errado que der. 

Mojubá a todas mulheres do passado, presente e do futuro!

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Ekede – Minha Visão sobre as Mães do Orixá


Demorei algum tempo para escrever sobre as ekedes, pois estava buscando outras visões sobre esse assunto tão delicado e espero ajudar a todos que buscam respostas sobre esse cargos.


A palavra Ekede vem do termo equejí de origem fon, sendo sua tradução em yoruba, outro. Assim como os ogãs, as ekedis são escolhidas pelo Orixá para desempenhar um papel de cuidadora do Orixá e de seus segredos, por isso são chamadas de mãe do Orixá, são elas os braços direitos e esquerdos de uma casa e ajudantes do Babálorixá ou Iyálorixá.

- Como se é escolhida para ser ekede?

Esse é um dom dado por Olorun, então já se nasce ekede, porém para que se possa assumir tal papel, é necessário uma série de atos iniciatórios e principalmente o aprendizado do cotidiano. Um erro muito comum no candomblé é empossar uma pessoa de poderes dos quais ela não entende e não sabe como exercer, naturalmente a responsabilidade irá pesar e pode se tornar um fardo, ao invés de uma dádiva.

- Quais são as funções da Ekede?

Durante as funções religiosas, existem tarefas que são tabus aos iniciados (iyawòs), por exemplo, durante os orôs, os rituais secretos, somos expostos a energia bruta do nosso Orixá que inevitavelmente irá se manifestar e nesse momento a consciência dos eleguns é tomada e filho precisar de cuidados, que são conduzidos e zelador pelas ekedes e ogãs, conforme as orientações do Babálorixá. Outro ponto importante a destacar é que nas casas tradicionais, é ensinado que não é de bom tom um zelador ir visitar outra casa, sem a companhia de uma ekede, pois em caso do Orixá se fazer presente em seu filho, ele também precisa de cuidados especiais, afinal se trata do divino, do intocável, daquilo que acreditamos.

Vestir, cuidar do igbás, acompanhar o zelador nos ebós, bory e oros, também são funções das mães ekedes, assim como acompanhar os Orixás dos iyawòs, que ainda estão sendo lapidados em seus filhos e acompanhar os santos mais velhos no barracão. Portanto, as informações acima, me lembram de um ditado popular que toda ekede deve levar consigo, “Mãe é aquela que cria”, ou seja, para carregar o título de iyá, ela deve cuidar dos filhos dos Orixás como se fossem delas, com o olhar, paciência e compreensão de uma mãe.

- Qual é sua conduta?

A Ekede vem para terra com a missão de cuidar de quem cuida de nós, ou seja, do Orixá e do Zelador, por isso não podem ser Iyálorixás, em outras palavras não possuem o axé de iniciar pessoas no culto dos Orixás, as ekedes que assumem tal postura, estão virando as costas para o dom que o Orixá lhes deu, que é tão sagrado quanto ao de Iyálorixá, e casos sigam para esse caminho, podem sofrer consequências graves. Uma Ekede pode sim tirar um ebó, cantar um bori em casos de urgência ou necessidade, mas isso não pode virar regra, pois se ela desempenhar a função de mãe de santo, quem fará a sua função? 

Atenção minhas mães, conquistem o espaço de vocês, estejam sempre acima das confusões, fofocas e desavenças, sejam orientadoras e apaziguadoras, estamos em uma época onde atitudes valem mais que palavras e lembrem-se da confiança que o Orixá depositou em vocês, não traiam esse dom tal sagrado e bonito.

Motumbá a todos, ekedes, cotas, iyáorobás do Brasil e do mundo. Meu eterno respeito e amor, por todas noites acordadas, suor derramado, pé no chão e carinho com o qual cuidam de nós!

Portadores de Necessidades Especiais no Candomblé

Muito se escreve sobre o que se sabe e se bem entende em nossa religião, contudo há outras tantas questões para se discutir e uma delas é a do PNE no candomblé. A idéia de escrever sobre esse assunto surgiu de uma dessas conversas de axé que tenho com os meus filhos, em uma delas, uma querida mãe Ekede relatou que viu em uma determinada casa, uma pessoa com necessidades especiais entrar em transe em Orixá e infelizmente ser colocada de canto, pois ninguém sabia como lidar com a situação e posteriormente ouviu comentários desagradáveis sobre o omo-Orixá.


O caso acima demonstra a falta de preparo e até mesmo ignorância por parte do zelador e dos membros dessa casa, coisa que acontece em outras tantas e isso é uma vergonha, nós que falamos tanto que somos uma religião que recebe a todos de braços abertos, quando o diferente se coloca a nossa frente, simplesmente fingimos que não vimos, precisamos criar soluções, buscarmos adaptar nossa casa de axé para que ela verdadeiramente possa receber os filhos dos Orixás, pois hoje é o filho do vizinho, amanhã pode ser o seu filho, neto ou sobrinho. 

Portanto, precisamos pensar também nas minorias e parar de agirmos sempre em pró ao individual, perante a Olorun, somos todos iguais e estamos ligados uma ao outro, como um organismo vivo, onde cada célula tem sua função e razão dentro do conjunto. Uma coisa que me incomoda muito é o ser humano ver algo a ser arrumado ou melhorado e ficar parado, achando que a solução vai cair do céu, vamos acordar meu povo, se o Orixá deu ferramentas, então use e construa um mundo melhor!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Bons Resultados no Candomblé


Nossa religião é baseada na simbologia, cada elemento é importante e garantem bons resultados na nossa vida, que se reflete na saúde, prosperidade, amor, família e principalmente paz interior.


Entretanto o que dá sentido a cada coisa é o coração, sua fé. Uma trança de palha costa é apenas um enfeite, se não for passado no banho de ervas, rezado, não terá o “axé” de proteger você contra os maus espíritos, por exemplo. Vejo que muita gente entra para o axé com a ilusão de que apenas comprando suas coisas ou dando a sua presença, tudo vá se resolver como em um passe de mágica, quem pensa em entrar para o candomblé precisa estar ciente que sua conduta e determinação serão colocados em prova, além de ter que lidar com a correção do universo, pois estamos o tempo todo louvando e pedindo transformação, mas será que estamos preparados para receber essas mudanças?

Vejo pessoas que não acordam cedo para procurar emprego, reclamando do desemprego.

Vejo pessoas que não se esforçam para se socializar, reclamando da falta de amigos.

Vejo pessoas que reclamam de seus zeladores, mas ao menos vão a casa de axé saber se ele está precisando de algo.

Vejo zeladores que falam mau de seus filhos, mas que nunca tentou perguntar a eles o que está acontecendo, se estão bem.

Como eu sempre digo, eu me espelho nos antigos, mas sou de um candomblé novo, uma crença fundamentada, onde cada ato tem seu simbolismo e que principalmente não acredita no fanatismo, nem que tudo é culpa do Orixá ou de “demanda”. Vamos parar, refletir e antes de achar um “bode expiatório”, olhar nossa postura perante a nossa vida e nossas atitudes, pois só assim conseguiremos alcançar bons resultados na nossa religião.

Eu cresci em uma casa de candomblé, vendo gente pulando de galho em galho, sempre alcançando os mesmos resultados, pois tinham os mesmos comportamentos.

Uma boa tarde e que Oxossi esteja conosco.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

10 Regras de Conduta e Comportamento do Egbé L'ajò

Dez Regras que contém informações importantes para todos que queiram agregar a família Egbé L'ajò, isso pois valorizamos a transparência e nada melhor do que deixar as regras bem claras.


1º Tanto o abyan (não iniciado), quanto quem chega no Egbé L’ajò para tomar obrigação tem três meses para se adaptar, isso quanto a vestuário, comportamento e etc. Para isso é necessário o empenho dos mais velhos para ensinar, assim como é igualmente importante a boa vontade de quem estar chegando para aprender.

2º Não adiantamos obrigação (ajodun), aqui se toma um, três e sete anos na data correta, após se tornar um egbon (mais velho), se comemora todos os anos o aniversário do seu Orixá, onde você oferta parte da sua colheita anual, ou seja, damos aquilo que recebemos. Isso vale para todos, yawòs, ekedys, ogans e demais cargos.

3º Quem Olorun determinou a ser zelador(a) de Orixá, já nasce com o dom, porém deve ser lapidado conforme os ensinamentos do axé, portanto filhos do Egbé L’ajò só iniciam pessoas no culto sem o nosso acompanhamento, após seu Oyè. 

4º Qualquer roupa ou objeto emprestado da casa, deve ser entregue como foi e nas mãos de quem foi retirado, essa nem é uma questão de axé e sim de educação. Assim como algo que é foi quebrado deve ser reposto.

5º A manutenção da casa é dos filhos, quem não pode colaborar com dinheiro, colabora com trabalho, pois sempre precisamos de ajuda para manter a ordem e a limpeza no terreiro.

6º Pelo volume de pessoas durante as funções, temos contas pesadas de água e luz, então economize, nada de deixar a luz acessa nem a água derramando sem necessidade, lembre-se que são as suas doações que mantem a casa.

7º Não faça comentários ou postagens desagradáveis que possam gerar conflitos nas redes sociais, você representa um axé e carrega o nome do Egbé L’ajò e isso demanda responsabilidade, você expondo sua família de axé, acaba denegrindo sua própria imagem. Cada um tem direito de ir e vir, mas quem fala o que quer, ouve o que não quer, além de ter que assumir e provar legalmente o que está sendo afirmado.

8º Em nossa casa temos a Ficha de Reclamação, um documento onde o filho pode dissertar sobre sua insatisfação, esse documento será lido pelo Babá Diego e será tomada uma medita corretiva.

9º Ninguém é obrigado a se iniciar no Orixá ou tomar obrigação no Egbé L’ajò, mas se assim decidir, tenha em mente que cobraremos uma postura séria e respeitosa, quem “faz santo” já sabe antecipadamente que irá ter que seguir regras de convivência, respeitar a hierarquia e estar presente nas obrigações da casa (Águas de Oxalá, Festa de Ogum e Oxossi, Festa de Xangô, Olubajé, Festa das Iyábas e Festividade do Orixá da Casa), em casos de não conseguir participar das funções precisa justificar a ausência.

10º Em nossa casa possuímos duas lideranças religiosas, a Iyá Rose de Oxum que é filha de Babá Nivaldo e Babá Diego que é filho do Babalorixá Toninho, onde seguimos os costumes e tradições da nação Ketu, porém como toda casa de axé, temos particularidades e não nos apoiamos em qualquer outra casa para fazermos nosso candomblé. Respeitamos as casas matrizes e a hierarquia, porém construímos nosso próprio nome. Deixo isso claro, para que todos fiquem cientes que assumimos total responsabilidade sobre o que é praticado em nosso axé.

Atenciosamente,

Diretoria do Egbé L’ajò

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Fan Page


Estou recebendo um número considerável de mensagens e e-mails, onde amigos e seguidores da minha página estão me perguntando o motivo pelo qual eu só tenho a Fan Page e como o relacionamento que eu tenho com as redes sociais é transparente, vou explanar sobre o assunto.


Esse ano, completam oito anos que escrevo sobre candomblé, passei pelo Orkut, MSN, Blog, Site, Rádio até chegar no Facebook. Como tudo que é feito com dedicação, a mensagem de um candomblé bom e que busca o esclarecimento acabou se alastrando pelo Brasil e fora dele. Eu mantinha quatro páginas do Facebook, Blog (Terra dos Orixás) e Site (Terra dos Orixás), sem falar das funções religiosas no Egbé L’ajò, faculdade e etc. Com uma agenda cheia de compromisso, não estava mais conseguindo fazer a manutenção de todas essas páginas, por isso, decidi concentrar minhas atenções em uma única página, que é https://www.facebook.com/baba.d.ode.

Meu intuito é levar o esclarecimento ao povo de axé, pois só com ordem conseguiremos progresso em nosso culto, que é maravilhoso, porém que ainda é deturbado por pessoas sem preparo e sem responsabilidade com aquilo que se propõe a fazer. Outro ponto importante destacar é que com a Fan Page, eu também consigo obter dados administrativos me servem de termômetro, assim eu consigo traçar um diagnóstico sobre o que mais chama atenção do povo de axé, quais são as maiores dúvidas e etc.

Eu acredito que o meu papel nesse mundo é levar a palavra do Orixá e graças a Olorun, hoje contamos com ferramentas como a internet que podem ser usadas para o bem, obviamente que há mistérios e segredos do nosso culto que só são aprendidos na prática. 

Espero que todos tenham uma ótima semana e que Ogum e Oxossi abençoe cada lar, cada família e cada omo-Orixá.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Confiança no Candomblé


A confiança do povo de axé é abalada constantemente pela falta de informação, pelos oportunistas que se aproveitam das fragilidades das pessoas para tirar proveito, entre outras coisas. Em contra partida, as casas que possuem fundamentação, sérias, fecham suas portas para quem não tem condições, poucas são as que acolhem igualmente ricos e pobres.


Entretanto, isso não pode nos afastar do Orixá, é preciso nos levantar em pró a comunidade e esse é o desafio da nova geração do candomblé, que tem como obstáculo, muitas vezes, a hierarquia opressora e a cultura do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Poucos foram os “antigos” que se preocuparam em deixar um legado organizado e para todos. 

Portanto, pensando no futuro, decidi destacar algumas qualidades que o novo Zelador de Orixá precisa ter para alcançar o sucesso no novo candomblé, e são:

- Ser Abençoado: Não adianta querer ser pai de santo, é necessário ser indicado pelo Orixá e ser portador de axé. Estimo que apenas 5% dos iniciados na religião dos Orixás, realmente nasceram com o dom de zelar de cabeças.

- Preparado: Ter dom é maravilhoso, porém é preciso se preparar para o mundo, para ministrar os ritos, para aconselhar e orientar os filhos dos Orixás. E isso acontece dentro da casa de axé. Livros e apostilas servem para quem já tem base sólida e sabe diferenciar o que é condizente ou não com sua raiz e com seu axé.

- Responsável: Não só com o Orixá, mas com os filhos, com a sociedade e com a natureza. Cuidar e lidar com pessoas não é nada fácil. Pai de santo que dorme com filho de santo, que impõe ao outro o que não faz, que grita, humilha, usa drogas e etc, não terá vez no novo cenário. 

- Confiante: É um ingrediente necessário, pois ingratidões e decepções faz parte do nosso cotidiano, se você não tiver confiança no Orixá, na sua capacidade e no seu povo, irá perder a Fé e vai acabar com muitos, fazendo por fazer, sem amor, nem entusiasmo.

Pensem nisso, vamos fazer um Candomblé do bem, com amor e comprometimento, afinal o Orixá merece!

Testemunho de Fé e Agradecimento

Em janeiro de 2016 tivemos um grande Candomblé de Osalá, com muitas obrigações e a casa ficou pequena para receber todos os filhos e amig...