quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Simplicidade


Humildade na fé dos Orixás


Crianças de Axé


Paó, reverência aos deuses


Fé em Ogum


Milagres do Orixá


Oyá, a mãe guerreira


O Candomblé e a Vitória


domingo, 20 de outubro de 2013

Que Tipo de Vida Você Quer?

Essa é a pergunta que todos nós deveríamos fazer, pois a vida está cada vez mais difícil e os obstáculos reais e psicológicos ainda maiores. A cada passo que damos rumo a “evolução” criamos novos sonhos e somos cada vez mais cobrados, um exemplo disso é o Dia das Crianças, antes nos contentávamos com um simples brinquedo de madeira ou então um “quebra-cabeça”, já hoje as os miúdos querem tablets e computadores, muitos nem sabem escrever o próprio nome e já exigem na frente das lojas o tal ipad.


O mundo nos força a sermos, lindos, inteligentes, bons profissionais, espiritualizados e ainda felizes. E será que tudo isso é possível? Será que essa é a tal “Terra Prometida”? Não sei, mas acredito que a cobrança em excesso está acabando com muitas vidas, é a adolescente que não se sente bem com o seu corpo, é o pai que quer dar mais a sua família, é a mulher que tenta a todo modo agradar o marido e acaba sufocando e o perdendo, é o yawò que fez santo e são sabe o que fazer agora. 

O papel da Fé, sempre será te ajudar a encontrar seu caminho, conseguir equilibrar sua vida, por isso busque sim uma religião, uma filosofia de vida e lute, enfrente suas batalhas, conheça suas potencialidades e suas fraquezas, e deixe os problemas desnecessários de lado, mande ele literalmente as favas. Construa seu valor, com integridade, amor e principalmente respeito ao próximo. Tome as rédeas da sua vida e seja rei, ou então se deixe levar por ela e não reclame amanhã se ela te jogar na sarjeta. A escolha é sua!


Babá Diego de Odé
11 4141-0167 / 9 6617-8726


Vida de Iyáwò - Baseado em fatos reais




VIda de Iyáwò
Em um dia comum
Senti a força do Orún
Senti o bater do coração
Que parecia ritmado pelos
Atabaques
Senti meu Orixá!
Alguns foram a favor
Outros muitos foram contra
Mas segui meu coração
Segui os meus sentidos
E hoje sou do Candomblé
Hoje sou do Axé
O candomblé me ensinou valores
Hoje respeito os meus mais velhos
Hoje me curvo para a experiência
Me abaixo para ouvir
Para amanhã me levantar para ensinar
Aprendo que somos muitos em um
E um em muitos
Aprendo que não existe glória sem sacrifício
Aprendo que sou divino em ser humano
E que há em todo humano um ser divino
O Candomblé é minha fé
E não é fácil segui-lo,
Em um país onde negro tem preconceito com negro
Religiões condenam outras religiões
Onde verdades são impostas
E a bíblia é imposta como a única salvação
Mas eu digo:
Sou diferente
Não sou melhor
Não sou pior
Sou apenas único
Sou Iyáwò
Sou do Orixá!
- Babá Diego de Odé -

Os Encantamentos de Amor Funcionam?


Os encantamentos de amor, assim como qualquer tipo de magia, apenas expande os sentimentos, pois temos o livre arbítrio, se fosse fácil assim, todo mundo fazia amarração com o Neymar ou com o Eike Batista. Uma magia vai ajudar no caso de uma pessoa que tenha intenção, mas está confuso, em caso de atração sexual reprimida ou algum tipo de interesse. Mas muito cuidado ao manipular energia, procure uma pessoa especializada com experiência nesse ramo, cuidado com quem vende a ideia de amor fácil, em 24h ou em 21 dias, as coisas não funcionam assim, são destinos que se misturam e manipular energia detém tempo, trabalho e paciência.


Cada caso é especial, não existe também encantamento genérico, temos sim os banhos de atração que funcionam demais, pois eu acredito que a melhor amarração é você investir em você mesmo.

Busque auxilio para potencializar suas qualidades, um conselho que eu dou é que nunca se coloque no papel de coitado(a), se a pessoa amada está confusa ou não quer mais, faça com que ela veja que você é o melhor que pode ter, as pessoas gostam de gente poderosa com autoestima, amor próprio, é aquela história: 

“Quer que alguém te ame? Então comece por conquistar a você mesmo! Não espere que os outros vejam o que você mesmo não vê”.

Um outro alerta é que, uma vez que você invocou uma força para se interferir no seu romance, tenha em mente que ela vai agir, de uma maneira ou outra, então você também precisa fazer a sua parte, não adianta ficar sentado esperando que o amado bata em sua porta com uma ramalhete de rosas ou faça uma serenata. A magia como eu disse acima, vai aumentar o que ele ou ela sente, contudo existem vários sentimentos envolvidos, e o ego e o orgulho, infelizmente sãos as maiores ancoras que alguém pode ter, pois bloqueiam as coisas boas que podem chegar na sua vida.

Acima de tudo tenha fé, confie, reze, direcione energia positiva, para que as nossas “Moças” possam “trabalhar” no seu caso e seu amado possa voltar. 

O que é ser bem “feito”?

Ser “feito” ou “raspado”, são termos usados por nós do candomblé para designar que uma pessoa é iniciada no culto Orixás e hoje eu recebi essa pergunta:

- O que é ser bem “feito” para vocês de ketu?

Por acreditar que essa seja uma dúvida que povoa a mente dos abians e iyáwòs, decidi expor a minha humilde opinião.

Ser de qualquer religião é buscar se “religar” com Deus e no nosso caso, buscamos o criador, Olorun, atravez dos Orixás, onde cada um de nós carregamos uma força chamada axé, que é despertada quando nos iniciamos. E para mim, ser bem feito é ter esse processo realizado conforme os ensinamentos milenares dos nossos ancestrais, sabendo que de nação para nação, essa “feitura” pode mudar, assim como de casa para casa também, pois cada zelador(a) oferece o que sabe e desde que seja feito de coração, com sacrifício e siga uma raiz, com certeza seu “batismo” será aceito pelo Orixá.

Como tudo é que feito pelo homem, uma iniciação também pode ter erros e acabar atrapalhando o destino daquele filho e isso ocorre, na grande maioria das vezes, não é porque faltou uma concha ou aquele ato na pororoca e sim por haver ocorrido desrespeito de uma das partes ou até mesmo de ambos os lados, com o Ory e com o Orixá. Como eu sempre digo, Orixá é sagrado e não combina com putaria, droga e nem muito menos mentira, pois esses sim são os grandes contra-axés do Candomblé.

Cotidiano - Entendimento e Compromisso!

Cada zelador de Orixá tem a sua forma de fazer a gestão de sua casa de axé e eu que cresci em uma casa de candomblé onde a Iyálorixá, minha bisavó materna, mantinha as “rédias curtas”, rígida e com ela não tinha frescura certa, todas questões eram resolvidas pontualmente, sem preferências.
Cheguei, muitas vezes, a pensar que ela cometia exageros, pois o tempo todo estava observando e controlando, mas hoje vejo que minha bisavó, que era de Ogún, não estava errada, pois nem todo mundo consegue separar as coisas, se você tenta ser amigo, acham que você é besta e tudo tem limite.
Isso não acontece apenas comigo, quem já não viveu ou ouviu algo assim:
- O filho entra sem condições nenhuma, você aperta para ajudar e no final ele fala mal de você, reclamando e exigindo o que não ofereceu.
- Você marca o candomblé dois meses antes e no dia, o filho não aparece e diz que não sabia ou que você não tinha avisado a ele.
- Com tanta coisa para fazer, o filho chega e fica sentado olhando os outros trabalhem e quando pedimos para fazer algo, fica com a maior cara feia ou inventa uma desculpa.
Essas são situações que desgastam quem estão se dedicando há dias para que um orô ou um candomblé saia da forma que planejamos. Por isso lembrem-se:
- Não é o que se oferece ao Orixá, e sim a forma que se oferece.
- Não é a comida que o Orixá recebe e sim a atenção e o cuidado que você teve ao preparar.
- Não é uma roupa bonita que agrada seu santo, e sim uma roupa comprada com suor, amor e de bom coração.
Toda crença tem seus dogmas e o Candomblé não é diferente, mas para que eles tomem sentido no cotidiano, precisamos entender o que é o Orixá, de onde veio e principalmente nos abrimos para senti sua força e axé.
Desejo uma ótima semana e que Olorun esteja conosco!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O Egbé L’ajò - Respeito e Integridade


O Ilè Asé Egbé L’ajò é situado em Itapevi, SP. A casa foi fundada em 1964 pela Iyálorixá Minervina de Ogum e há mais de uma década é conduzida pela Iyálorixá Rose de Oxum e o Babálorixá Diego de Odé, que praticam a nação Ketu.


Acreditamos que a Fé é o motivo que nos leva a abrir nossa casa para os filhos dos Orixás, onde nosso papel é orientar e ajudar cada membro da casa a encontrar seu caminho espiritual, pois com o equilíbrio com as forças da natureza, comprometimento e determinação, todos podem vencer na vida e encontrar o tão almejado Sucesso.

Somos uma religião e como toda crença, é preciso interesse a aprender, tolerância para conviver com as diferenças e amor para não desistir. Recebemos todos aqueles que buscam seguir os valores como Respeito, Humildade, Fraternidade e União.

Sejam bem vindos a nossa casa!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Pensamento...


O que é um verdadeiro Pai de Santo para mim?


Não é preciso ter estudo, mas é necessário ter cultura.

Não é preciso ter dinheiro, mas é necessário que ter nobreza.

Não é precisa falar várias línguas, mas terá que se fazer entender pelos homens e ser entendido pelos deuses.

Não precisa ser velho, mas terá que ser experiente.

Não precisa ser psicólogo, basta ouvir.

Não precisa curar, basta confortar.

Não precisa ver o futuro, basta me preparar para ele.

Babá Diego de Odé
TerradosOrixas.blogspot.com

Meu Ponto de Vista


Cada situação, seja ela ruim ou boa, tem um porquê e buscar entender o motivo pode nos ajudar muito na busca do caminho certo. O grande problema que eu vejo é que sempre nos deixamos levar pelo lado negativo das coisas, abaixo segue alguns exemplos que se aplicam a nós do Orixá:


- Não aguento a fofoca que tem no Candomblé!



Alguém pode me dizer onde existem pessoas e não exista fofoca ou problemas de convivência? Pois é, o que podemos fazer em relação a isso é mudar a nossa postura, vejo muitas vezes é que as pessoas que mais falam mal da fofoca, são as que mais praticam. Fofoca acaba com um bom “colocando um na frente do outro” e se a fofoca não tem fundamento algum, é simples, ignore! Além disso ainda existe os meios legais que nos protegem dos difamadores.

- Nossa religião é só dinheiro!

Toda instituição religiosa tem suas contas, suas despesas e as pessoas que se dedicam a isso, é papel dos membros contribuírem SIM! Sou contra a exploração de todos os tipos, mas enquanto nossos adeptos ficarem pensando sim, não cresceremos, e é aí que fica difícil fazer caridade, pois se não conseguimos nem manter as despesas básicas, como iremos ajudar quem precisa?

- Depois que entrei no Candomblé não tenho mais vida social!

Realmente nossa religião para você aprender, terá que se dedicar, mas me diga qual a religião que não é assim? Aliás qual ramo da sua vida que vai dá certo se você não se dedicar? Um conselho que eu dou a todos meus filhos é que busquem equilibrar a Família, Emprego, Fé e Amor, pois se você se se entregar 100% em uma área, com certeza uma hora irá se cansar e surgirá as cobranças pessoais.

Até a Fé e a Razão muitas vezes precisaram andar juntas, ao invés de brigarem, e a essa união eu dou o nome de Bom Senso, que deve ser colocado em prática antes de qualquer reclamação, ou pré jugamento. Nós do Orixá estamos cada vez mais deixando que os problemas de convivência atrapalhe o nosso desenvolvimento espiritual

Candomblé do Bem!


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Gratidão


Não existe humildade sem gratidão, nem gratidão sem humildade. Reconhecer todos os dias as graças e as responsabilidades que são nos dadas, pois a confiança, seja ela do Orixá ou do ser humano, no mundo de hoje, é o maior presente que alguém podemos receber.


Certo dia, ouvi em algum lugar que um empresário havia mudado sua vida, no momento onde passava difículdade e não tinha sapatos novos para ir a uma reunião e sentado no ponto de ônibus, começou a reclamar da vida, até que passou um senhor, um pouco mais jovem que ele, sem os dois pés, rindo e contando piadas, então ele olhou para o céu e pediu desculpas e decidiu encarar a vida de outra maneira, foi aí que o sucesso começou para ele.

Nós do Candomblé, abrimos nossas casas e oferecemos o que temos para as pessoas, nunca falta um prato de comida, um agasalho ou uma coberta para ajudar o próximo. Já recolhi muita gente que não tinha condições nenhuma, tudo para que o Orixá pudesse dá uma nova vida a pesssoa, e é triste dizer, mas de todas elas, apenas duas ou três foram gratas, a grande maioria, pegou todo aquele esforço e sacrifício e jogou no lixo, virou as costas e ainda falou mal. É isso que faz eu e outros tantos zeladores, pensar mil vezes antes de ajudar alguém e colocar em nossas casas, como diz os antigos, ninguém nasce com o coração duro.

Hoje, eu ajudo no que posso, pois aprendi que são poucos os seres humanos que dão valor a algo dado de mão beijada. O Orixá quer nascer na sua vida? Tudo bem, estou aqui para iniciá-lo, mas vamos tirar um ebó, começar a trabalhar e juntar tostão por tostão, assim o omo-orixá, aprenderá pelo menos dá valor ao suor do rosto e ao seu sacrificio pessoal.

Finalizo com uma frase de W. A. Ward que diz:

"Sentir gratidão e não manifestá-la equivale a embrulhar um presente e não dá-lo".

Testemunho de Fé e Agradecimento

Em janeiro de 2016 tivemos um grande Candomblé de Osalá, com muitas obrigações e a casa ficou pequena para receber todos os filhos e amig...