domingo, 30 de junho de 2013

“Santo Pai Google de Oxalá”


Essa frase é dita por muito zeladores para criticar o fato de seus filhos irem buscar aprender sobre orixá na internet. Eu escrevo há cinco anos em redes sociais, do Orkut ao Twitter, onde ainda sou recém-chegado, e sempre tomo o maior cuidado ao escrever e expressar minha opinião, afinal nós zeladores somos formadores de opinião.


Toda vez que faço uma pesquisa na internet, vejo que existe muita gente jogando informações absurdas sobre o Orixá e o Candomblé, o que com certeza será um problema no futuro, por isso sempre falo sobre a questão do aprendizado dentro da casa de axé, que vai te dá a base para que possa discernir o que é e o que não é condizente com a linha de raciocínio seguida por sua casa de axé. Certa vez, recebi um e-mail de um yawò que me perguntou qual era a diferença entre Bessen e Bessenha, fiquei espantado pois nunca ouvi falar sobre isso, e após uma conversa no MSN ele me relatou que leu isso na internet e que acabou chateando seu zelador, pois achava que ele não sabia sobre “bessenha – a cobra fêmea” por falta de conhecimento.

Yawòs, Egbomis e Zeladores e Zeladoras, tomem cuidado com o que escrevem, pois essa questão está virando um bicho de sete cabeças nas casas de santo. E aos pesquisadores, pensem antes de falar e agir, procurem acompanhar pessoas sérias e que tenham um passado, não acreditem em tudo que vocês leem por aí. Respeite o axé que te abraçou e mesmo que aos seus olhos, o conhecimento que seu pai ou mãe de santo tenha, seja simples, o que vale é o axé que eu lhe traz para sua vida. Pior que a escuridão da ignorância, são as trevas da ingratidão.

Muito axé e uma ótima semana!

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Candomblé de Oxum em Recife

Foram dez dias que estivemos ao lado de nossa família de axé de Pernambuco, para a realização dos festejos de Oxum do meu filho, Pai Claudio que leva sua casa de axé o Ilè Asé Ti Òsún Karè de forma séria e integra, lutando para manter os ensinamentos dos nossos antepassados.
Babá Claudio de Oxum
Eu gostaria de agradecer de coração o tratamento que nos foi dado, toda atenção e respeito. Peço a Odé que ilumine cada um de vocês e que a nossa casa de axé, cresça cada dia mais. Agradeço os ogãs, as ekedis, os yawòs e os abiãs, pois todos deram o sangue para que tudo saísse perfeitamente alinhado e o Orixá pudesse ser louvado.
Como eu sempre digo, eu tenho uma família que é um presente de Deus e que vão comigo a onde quer que eu vá e isso se chama amor, pois deixar suas casas para me acompanhar mostra a confiança que eles tem no axé e em mim. Meu muitíssimo obrigado a Mãe Rose de Oxum, Egbomi Ennê de Xangô, Egbomi Liduína de Omolu, Ogã Othon de Oti e ao Rô de Oxalá por tudo, amo vocês de verdade!
Já estou em São Paulo, mas um pedacinho do meu coração ficou com o meu filhotinho Claudio e os meus queridos netos dessa cidade tão linda que é Recife.
Uma ótima quinta feira!

Babá Diego
Consultor Espiritual
11 4141-0167 / 96617-8726

domingo, 16 de junho de 2013

Candomblé em Recife

Rumo a Recife...

Hoje estarei viajando para Recife a serviço da religião. É uma grande emoção poder retornar a terra dos meus ancestrais e vivência um lugar de muitos mitos e de muita magia. Cresci ouvindo histórias sobre Pernambuco, sobre o Egbá, Xambá e a Jurema, que eu tanto amo.

Serão dez dias onde estaremos louvando e homenageando o Orixá Oxum, que é dona dos caminhos do meu filho Babá Claudio, a quem eu agradeço pela confiança e amizade. Espero fazer jus as expectativas e que possamos fazer um candomblé de ajò.

Aguardo no dia 22 de junho de 2013, todo o povo de axé de Recife. Estou indo de coração e ory abertos para receber essa energia maravilhosa, desse povo tão alegre e quem muita fé.


Até mais!

sábado, 15 de junho de 2013

Roupa de Orixá

                                         
Hoje ouvimos muito a famosa frase de autor anomimo:

“Candomblé é quarto de santo, sala é só folclore”

Eu acredito que sem quarto de santo, não existe evento publico, pois ele é resultado de dias e dias de dedicação, mas não é por isso que vamos transformar a “sala” em uma passarela de horrores. Quando o quesito é vestuário de Orixá, todo mundo fica perdido, o que e como vestir o Orixá, se torna algo trabalhoso. Para essas e outras questões, temos as lendas e a tradição para nos ajudar.

Como zelador de Orixá, sei que tenho a responsabilidade de ser um exemplo e antes de vestir meu Pai Oxossi, sempre paro, ouço os mais velhos, vejo se o vestuário é harmonioso, para não expor meu Orixá ao ridículo. Cada Orixá tem suas lendas e muitas delas se cruzam, como Odé e Oxum, Oyá e Xangô, Yemanjá e Ogum, Oxum e Oyá e por aí vai, mas temos que ter muito cuidado ao usar elementos de outro Orixá, para não misturar tudo e um ato tão sagrado, perder o sentido para o próprio Orixá.

A Vaidade é um aspecto humano e todos nós queremos dar o melhor ao nosso santo, mas como tudo, se é demais acaba sendo ruim. Pense no divino antes de pensar na sua vontade, ouça a voz da experiência, procure referência e principalmente tenha bom senso.

Oxossi - 2005

Oxossi 2009

Oxossi 2011

Oxossi 2013




Postura e Reflexo

Como eu digo, não somos melhores nem piores que ninguém, o que nos destaca é o compromisso, dedicação e a união entre os filhos. Há três anos minha casa passou por mudanças radicais e não foi no quesito axé, mas na questão “postura”. Alguns não conseguiram se adaptar e hoje acabamos vendo que seguimos o caminho certo, pois os resultados são reflexos da nossa postura.

Sou extremamente contra a fofoca e o disse-me-disse, não gosto e não aceito que nenhum filho MEU, saia por aí visitando outros barracões e trazendo “conversinhas” ou então que vá desrespeitar a casa do outro, pois se fazem ou deixam de fazer algo que é diferente do que o aplicado em meu axé, é porque devem ter lá seus motivos e eu não sou ninguém para jugar. A Fé não pode ser medida pela condição financeira, mas creio que quem serve o Orixá tem que evoluir, crescer como pessoa. O Orixá não traz dinheiro, mas abre os seus caminhos e ele tem uma visão ampla, ou seja, o caminho que você hoje não entende, vai fazer todo sentido lá no futuro, digo isso por experiência própria.

Siga a religião dos Orixás com responsabilidade, cuidado com a sua postura, pois ela reflete em seus filhos e irmãos, não envergonhe o axé com sua descompostura. Quando se é “do santo” não se pode pisar em qualquer lugar e se pisar, saiba entrar e sair.


Um ótimo sábado!




Babá Diego
Consultor Espiritual
11 4141-0167 / 96617-8726

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Fidelidade no Candomblé - Leia com atenção!

A questão “fidelidade” é muito delicada, pois as pessoas confundem ser fiel com ser submisso, e uma coisa não tem nada haver com a outra, assim como eu também acredito que ela está diretamente relacionada com a reciprocidade. Hoje em dia é um troca-troca de casa de axé. E eu me pergunto:

-Cadê o juramento do roncó? 

Muita gente iniciada me questiona, sobre o que é o juramento de santo? Eu acho estranho, pois ele é aplicado em todos axés há séculos, pois era uma forma de manter os segredos de axé e da ancestralidade, seguros. 

Existem dois tipos de juramento, o primeiro é quando você se inicia e jura ser fiel ao seu axé, ao seu Orixá e ao seu zelador. E o segundo é no Oyè, quando juramos  zelar pelo Orixá, cuidando dos filhos deles como se fossem nossos, levando a palavra do seu axé com fidelidade. Veja que tanto o yawò, quanto o babalorixá ou a iyálorixá, tem o compromisso de manter a dignidade e a honra para com o axé.

Como eu digo, você não pode cobrar o que você não oferece, ou seja, se você está em uma casa e fala mal do seu zelador e sai contando tudo que é feito dentro do quarto de santo, certamente sua vida não vai para frente, pois as Eleyés, as senhoras do segredo, te cobrará por sua falta de postura e com elas não adianta, do abiã ao mais alto cargo que você tenha, sofrerá sua fúria e terá suas entranhas corroídas pela própria escuridão que você mesmo plantou, quando virou as costas para o amor que foi lhe dado. E isso não é ameaça, apenas consequência. Nesse mundo não podemos fazer e falar o que queremos e acharmos que vamos sair imunes. Não se esqueça que você pode enganar o homem, mas nunca enganará o Orixá, pois mesmo que não acredite naquilo que você carrega, não quer dizer que ele não exista para quem nele crê.

A luz e a verdade sempre vencem!

Consultoria Amorosa

Diariamente recebo em minha casa e na famosa “Sala de Jogo”, pessoas que estão sofrendo por amor ou então não conseguem se encontrar nesse mundo afetivo. E eu, mediante a consulta com jogo de búzios, identifico quais são os impedimentos, que tipo de energia está atrapalhando e em 50% dos casos, é o próprio Ory (cabeça), quem está broqueando a vida sentimental dessa pessoa. Então muita gente me pergunta, como é que nós mesmo não queremos ser felizes?

A resposta é simplesmente complicada, o Ory que é considerado um Orixá, pois é aquele que guarda toda nossa memória ancestral e quem forma nossas ideias, muitas vezes ele enxerga o Amor como algo nocivo, pois no passado ele foi machucado de alguma maneira, um exemplo que ilustra esse pensamento é a questão da rejeição dos pais, uma pessoa que sofreu rejeição por parte do pai ou principalmente da mãe, terá sim, problemas de relacionamento, pois depositará no outro, toda sua angustia e ansiedade de ser aceito, de ser amado. E esse é apenas um dos exemplos.


Meu conselho para você que está sofrendo de amor é que procure potencializar suas qualidades, ver em você o que é belo. Jogar a felicidade nas mãos do outro é uma “furada” literalmente, pois somos seres humanos e uma hora ou outra ou decepcionamos ou somos decepcionados. E quando essa hora chegar, pese tudo que você viveu, não seja precipitado, não saia por aí expondo sua vida, pois os amigos e sua família sempre terão uma visão unilateral, afinal te amam. Procure ajuda espiritual, seja qual for sua religião. Viva, ame e seja feliz!

Babá Diego
Consultor Espiritual
11 4141-0167 / 96617-8726

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Noite ao lado do Senhor da Terra

A presença de Omolu incorporado em seus filhos, abrilhantou essa noite (10/06/2013) e me fez muito feliz. Amo Orixá, amo seus filhos e rogo aos nossos deuses que nos livre das pragas e maldições, sentimentos esses que estão presentes na escuridão que mora dentro do ser humano e que a religião está aqui para lutar contra. Muito obrigado a todos meus filhos que rezaram, cantaram e pediram de corações abertos por todos os filhos e amigos do Egbé L’ajò.

Omolu limpando nossa casa das energias negativas

Omolu sem palhas, mas coberto de todo axé

Jagun incorporado em seu filho e também herdeiro do Egbé L'ajò





sábado, 8 de junho de 2013

Omolokun de Oxum

Trabalho de Energização no Egbé L'ajò

Muito Feliz


Seguindo para mais um dia de consultoria espiritual. Estou muito feliz com os resultados dessa semana, pois recebi mais de quarenta e-mails, relatando melhora significativa de vida, de gente de todo o Brasil e fora dele, que me mandou o nome e data de nascimento para as energizações que ocorreram durante essa semana. 

Eu acredito que a luz do Orixá é infinita e que tem o pode de alcançar todos os corações que acreditam no Axé.

Uma ótimo sábado!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O Ebò de Oxalá

Acabamos de rezar o ebò (canjica), e é emocionante ver a família Egbé L’ajò reunida pedindo e rezando por aqueles que estão precisando de paz e conforto. Me ajoelho de todo coração de frente com aquele que guarda o segredo da vida e da morte e peço que seu alá nos proteja da doenças do corpo e da alma, da triste, da fome e da falta de fé. 

Agradeço a todos que confiaram seus nomes a mim e podem ter certeza que o Oxalá ouvirá nossas preces, pois tudo é feito com muita crença.

Epi Epi Babá! 

O Candomblé é Humildade!

Essa frase parece simples, mas não é. Sempre associamos humildade com pobreza material, o que é um erro, pois eu já vi ricos humildes e pobres “orgulhosos”. Humildade para mim é atitude, é olhar o mundo de frente e não de cima para baixo, entendendo que estamos aqui de passagem e que a vida é uma chance que Olorun nos deu de evoluirmos.


No candomblé, todos os preceitos e privações que passamos durante a iniciação é para aprendemos o sentido de humildade e levar isso para nossas vidas dentro e fora da casa de axé. Quando temos a cabeça raspada e dormimos no chão, na verdade é uma forma do Orixá nos ensinar que quanto mais longe do mundo, mais perto do divino. Só que muitas pessoas não enxergam isso e acabam vendo a religião como um meio para conseguir status, boa posição financeira e para levar sempre o proveito de tudo, mas quando se dão conta que o Orixá não permite que gente assim prospere, acabam muitas vezes se decepcionando e saem falando mal dos seus zeladores e do seu axé, afinal nunca admitem os próprios erros.


A religião dos Orixás, também nos ensina a lidar com as relações interpessoais. Você já deve ter convivido com uma pessoa desumilde e sabe o quanto é ruim ter que lidar com gente assim. Então leve esse exemplo para dentro de você e repense suas atitudes. Eu estive pensado e acho que todos nós já tivemos um momento esnobe, somos seres humanos e as vezes nos deslumbramos com o nosso ego e tratamos aqueles que não têm a mesma sorte que nós, como se fossemos superiores, mas devemos nos corrigir e lembrarmos que somos todos irmãos e moramos em uma mesma casa chamada Terra.


Menos folclore, mais Orixá!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Egbé L'ajò - Transformando Vidas

Nós do Ilê Axé Egbé L’ajô, somos felizes em receber novos filhos e acreditamos que uma comunidade é feita de pessoas e não números. Fazer parte de uma família de axé é ter os laços feitos por Olorun, nosso criador, reafirmados através da fé.

Acreditamos que o Orixá é nosso guardião na terra e que cada um dos dezesseis Orixás, cultuados hoje em nossa religião, é importante, assim como cada filho e membro da casa do axé. Dedicação, Respeito e Amor, são requisitos básicos ser filho desse axé, que foi fundado em 1964 pela minha bisavó e Iyalorixá, Minervina de Ogum.


Nossa casa luta é contra a politicagem e o abuso da crença, que tanto contamina o candomblé. Queremos que todos tenham espaço para crescer, que a sabedoria e o conhecimento não fiquem reclusos nas mãos de meia dúzia. Nossa meta é evoluir sempre sem deixar de acreditar e respeitar nossos ancestrais que sempre nos ensinaram que a Humildade é a chave para a felicidade.

Ser filho do Egbé L’ajô é caminhar sempre, sendo assistido e orientado por pessoas sérias e principalmente por um axé que cresce cada dia mais, não buscamos “repetidores” nem “seguidores”, buscamos filhos que estejam dispostos a fazer um candomblé melhor, do bem.

Então, sejam bem vindos!

Atenciosamente

Babá Diego de Odé




Endereço: Rua Guarapari, 97 - Jardim Dona Elvira, Itapevi - SP. Telefone: 11 4141-0167 ou 9 6617-8726.

Consultoria Espiritual com Jogo de búzios


O equilíbrio espiritual é fundamental para sejamos felizes em todas as áreas de nossas vidas, e a consulta com jogo de búzios nos orienta, mostrando quais são as energias que propiciam um caminho melhor e também nos ajuda a identificar as energias negativas, seja elas causadas pelas ações do cotidiano ou provocadas espiritualmente.

Não é necessário ser do candomblé para ter uma consulta e realizar um trabalho de energização. Sou procurado diariamente por artistas, médicos, engenheiros, donas de casa, entre outros, que querem mais da vida. Com a manipulação das energias da natureza é possível potencializar sua capacidade, melhorar sua vida amorosa, trazer o dinheiro para morar com você e cuidar das doenças causadas pelas dores da alma. Mais que um Babalorixá, precisamos de um consultor de confiança para as horas de decisão. 

Encontre seu ponto de equilíbrio, conheça seu Odú, seu Orixá e conquiste a felicidade! 

Aviso: A partir do mês de julho, estarei atendendo de terça a sábado, na Rua Mauro, 59. Próximo ao Metro Saúde/SP. Telefone: 11 4141-0167 ou 9 6617-8726.

Presente de Obará no Egbé L'ajò - 06/06/2013

Tudo prontinho para Obará, agora é esperar as 6h00 da tarde e arriar esse lindo presente, pedindo que nosso pai Oxossi, Logun, Oti e Airá tragam prosperidade a nossa casa e aos lares de todos. Agradeço todos aqueles que me enviaram o nome, podem ter certeza que irei pedir por cada um. Somos irmãos e pedir um pelo outro, gera a energia de nobreza, amor e fé, tudo que Obará preserva e admira. Okê Arô! Eruá ô, Loci arê!, Oti là! Kabiesílè!

Os Doze Amalás de Xangô

terça-feira, 4 de junho de 2013

Relacionamento Amoroso, uma questão de rúmbè


Eu acredito que nós zeladores não podemos proibir relacionamentos amorosos entre irmãos de santo, pois ninguém manda no coração, contudo antes de se envolver com alguém que partilha do mesmo axé, da mesma casa que você, deve-se ter muito cuidado e em primeiro lugar ter a certeza do que está fazendo, pois se por um acaso as coisas não saírem como você espera, o seu babalorixá e o seu Orixá, não pode pagar a conta da sua frustração.


Entre as causas mais frequentes de afastamento por parte dos filhos de santo, é o amor. Mesmo sabendo que onde se busca a fé, não se come a carne, somos seres humanos e isso pode sim acontecer, mas temos que ter o famoso bom-senso, conversar e pedir o conselho de um mais velho. Sua casa de axé confiou em você e espera no mínimo, sinceridade e respeito, pois mesmo que você goste de um irmão, namore ou se chegue a se casar, dentro do terreiro você são irmãos e ponto, nada de beijinhos, agarramentos ou crises de ciúmes.

O papel da religião é trazer para nossas vidas, esperança, fé, amor e principalmente equilíbrio para enfrentarmos o mundo lá fora. Então siga o axé de forma correta e comprometida que certamente você colherá bons frutos.

Uma ótima tarde!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Vergonha:Falta de Postura


Acabei de escrever sobre a Parada Gay de SP e fui ver meus e-mails e me deparei com três textos que me deixaram de queixo caído. Eles relatavam a falta de postura, pudor e respeito por parte de alguns zeladores do Candomblé e da Umbanda, durante a passeata que aconteceu no último domingo na Avenida Paulista. Pior ainda é que citaram e me mandaram fotos dessas pessoas.


Eu acredito que mesmo sendo líderes religiosos, somos seres humanos, mas que carregamos a responsabilidade de sermos exemplos para a comunidade. Nós zeladores de Orixá, não vivemos em regime de celibato, namoramos, casamos, nos separamos, como todo mundo, contudo ficar fazendo gestos obscenos em público, beber e voltar carregado para casa, usar drogas, entre outras coisas, não é e nunca serão exemplos para ninguém. Como é que você pode exigir o respeito da sociedade, se você não se dá ao respeito? Ser diferente não é feio nem pecado, mas ser promiscuo suja a imagem da sua família, da sua religião e envergonha as pessoas que acreditam e te seguem. 

Estou expondo essa situação por ter compromisso com meus leitores. Eu dificilmente participo de manifestações, pois minha agenda não permite e também por acreditar que a melhor forma de protestar é ser feliz, e a minha forma de ser feliz é estar com a família reunida em volta de uma mesa em um dia de domingo. Não sou perfeito, mas em todas as decisões que tomo, levo em consideração o Orixá, a credibilidade dos meus filhos e a crença dos que me seguem e morro de medo de decepcioná-los, pois confiança, uma vez que perdida, nunca mais é recuperada.

Uma excelente segunda-feira!

domingo, 2 de junho de 2013

Comportamento - A boa visita


Acredito que educação cabe em qualquer lugar e no candomblé não pode ser diferente. O rúmbè, conjunto de regras do candomblé, dita que ao visitar uma casa de axé, deve se manter a postura e a boa educação. Recebo diariamente muitas mensagens, onde os leitores narram situações referentes a essa questão e eu fico de boca aberta com as coisas que acontecem.


Quando você decide ir visitar uma casa de axé, seja ela Umbanda, Angola, Ketu, Efón ou Nagô, tem que ter bom senso quanto a roupa que vai usar. Meu conselho é que, ou você vai vestido conforme o axé, a bandeira que você carrega, ou então vá com roupa clara e voltada para o estilo social, pois demonstrará respeito. Seja qual for a nação, o preto sempre é o preto, e não é bem visto, assim como roupas decotadas e muito justas.

Comportamento é outra questão muito delicada e é onde as pessoas mais pecam. A boa visita é aquela que vem para somar e ponto. Ao chegar ao local, geralmente tem uma pessoa que está recepcionando, se identifique, troque benção e vá para o seu canto. Se souber cantar, cante, se souber dança, e você ver que é permitido aos visitantes integrarem aos ritos, dance também. Nada de falar alto, de ficar “cutucando” o amigo, rindo ou tendo conversas paralelas, isso tudo demonstra pouco caso com quem abriu as portas e te recebeu. Agora se for maltratado pelo dono da casa ou por alguém, se despeça sutilmente e vá embora. Criar caso, só denigrirá sua imagem e certamente não te acrescentará nada.

Como eu digo, bom senso é o melhor remédio em qualquer situação e saber entrar e sair é uma questão de rumbè. Visitar uma outra casa é importante, pois cria laços de amizade e invoca a união, sentimento esse que ainda é muito escasso no candomblé. Estamos nesse mundo para evoluir e seguir os bons exemplos, estamos em uma sociedade organizada e que valoriza a etiqueta.

Uma ótima semana!

A Força do Ajé - Como funciona

A força do Ajé – Como funciona Sabemos que no Candomblé a força do “Ajé” existe, seja em qual for a época, sempre se ouviu falar que há...